Escritos - Por Davi Roque em 28/06/2007 13:12 - 2 comentários
Três vivas pela volta do Verve
Ainda ontem numa conversa de bar com um amigo falávamos em meio a tantos retornos, de gosto até duvidoso, que seria bom se o Verve voltasse. E não é que a boa notícia não tardou ?
Deu no site dos manos de Wigan, que a banda além de ter datas marcadas já grava o sucessor de Urban Hymns, que data de 27 de setembro de 1997. Pra sair desse hiato de dez anos foi preciso que cada um fosse cuidar da própria vida. Richard Ashcroft se lançou em carreira solo, Simon Tong, foi parar no The Good, The Bad and the Queen ( e não participa da volta ), o outro Simon continuou a tocar com o batera Pete Salisbury e Nick McCabe andou por pubs, trocou da namorada algumas vezes e seu último trabalho é um remix para o The Music fora outros trabalhos de produção.
O primeiro disco, A Storm in Heaven de 1993, no auge do que eles chamam por lá de Space Rock, Shoegaze, vem carregado de experimentações que vão dos solos de sax e trumpete somados à guitarras em reverse até a melancolia pop. O sucessor, A Northern Soul, feito a base de experimentações mais com o próprio corpo do que no som, (“Four intense, mad months. Really insane. In great ways and terrible ways. In ways that only good music and bad drugs and mixed emotions can make.”) e com Owen Morris (quem no mesmo ano de 1995 fez ‘(What’s the Story) Morning Glory?’ com o Oasis) comandando a mesa, emerge com uma sonoridade ainda mais pop, ajuda a solidificar a cena do então renascido Britpop, ganha espaço nos EUA mas falha ao ser sucesso de venda.
O período entre álbuns foi marcado por idas e vindas em um monta-desmonta de formações. Algumas das guitarras pro próximo disco serão de Bernard Butler, na época recém saído do Suede, com colaborações maciças de Youth (Africano, baixista do Killing Joke e produtor de mãos cheias) e a entrada de Tong, mais um guitarrista-tecladista, é esse o Verve que entra em estúdio.
Urban Hymns, disco que fez com que qualquer pessoa do planeta soubesse que uma banda de Wigan existia, foi catapultado as alturas pelo hit Bittersweet Symphony e a história do single é tão interessante quanto de todo o disco e da aura que os próprios membros da banda fazem questão de cultivar… por um motivo: Allen Klein.
Richard acorda um dia de manhã, bota um disco com a versão de ‘The Last Time’ dos Rolling Stones tocada por uma orquestra regida por Andrew Loog Oldham que por sua vez é inteiramente baseada numa canção gospel gravada anteriormente pelos Staple Singers.
Uma merda de um ou dois compassos, renderam um início de processo por Andrew, mas assim que Allen Klein soube do ‘problema’ ele, que detém os direitos dos Stones da era ABKCO passou por cima de tudo e de todos e se você for lá ver no encarte… a música tem nos créditos “Jagger & Richards” mas quem vê a grana é o Sr. Klein. Passado isso, o álbum é um estouro dos dois lados do atlântico e o resto é a história que eles devem contar em breve.
o Vídeo de Bittersweet Symphony
Pra quem vai passear pelos lados de lá:
11/02/2007 08:00 PM – Academy, Scotland.
11/03/2007 08:00 PM – Academy, Glasgow.
11/05/2007 08:00 PM – Empress Ballroom, Blackpool.
11/06/2007 08:00 PM – Empress Ballroom, Blackpool.
11/08/2007 08:00 PM – Roundhouse, London.
11/09/2007 08:00 PM – Roundhouse, London.
2 comentários
11/08/2007 08:00 PM – Roundhouse, London.
é meu aniverário!
=)





















Oh que saudade que eu tava desses caras. Bom demais saber disso.