Nascido na metade dos anos 80 pelas mãos de afrodescendentes do subúrbio americano da cidade de Detroit, o Techno de Detroit (ou Detroit Techno, como queira) ainda continua influenciando e deixando suas marcas em vários gêneros e produtores de e-music ao longo desses mais de 20 anos de existência. Será que Freud explicaria?
Talvez nenhuma teoria Freudiana valesse a devida atenção nessa questão já que o foco não é psicológico e sim cultural. Tirando a questão racial e econômica, o fato mais evidente é que a música pop que se faz desde a metade do século passado até os nosso dias é simplesmente uma tentativa de resistência da cultura negra. É justamente essa visão cultural que possa nos oferecer algum tipo de chave para o entendimento do porquê que certos gêneros da música eletrônica vivem fazendo releituras e tentando entender, com olhos modernos, suas raízes.
O que é a House Music senão uma releitura “renascentista” da Disco Music sendo reinterpretada por uma jovem classe média negra que se livrava dos grilhões periféricos do discurso violento pós anos 70 e 80? E o que seria o Detroit Techno senão um “remake” do que se fazia em Chicago, mas com um tom mais urbano, alucinado, industrial e mais sério?
Isso passaria desapercebido se não fosse o fato que o Detroit Techno ainda está inserido no subconsciente de muita gente por aí, com seus synths lisérgicos e ácidos, seus timbres de TB-909 eternamente enfáticos e constantes, texturas atmosféricas psicodélicas e viajantes. Big Fun e Good Life do Inner City são até hoje tocadas, sampleadas e remixadas por um caminhão de gente por aí. Leia mais




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Depois de ficar tanto tempo sem gravar um novo set mixado, finalmente consegui parar e gravar um novo set de drum and bass. O resultado é um enorme mix de duas horas, gravado ao vivo e numa leva só, sem o menor planejamento e completamente improvisado.
O Drum and Bass sempre foi um estilo de música com grande destaque aqui no Submusica, como exemplo, o
Falar de D-Bridge é, ao mesmo tempo, complicado e fácil. Sem a menor sombra de dúvida um dos melhores produtores da história do drum and bass — e possivelmente o melhor da atualidade quando olhamos pra “velha guarda” — Darren White é simplesmente incrível também nos decks.
E eis que seu carnaval em off acaba de receber mais uma belíssima contribuição para ele continuar mais off do que nunca, graças ao DJ Bex.
Esse é o meu primeiro set divulgado aqui no Submusica e vou colocar um pouco da mistura que costumo fazer em meus sets que é misturar electro-house, techno, minimal. A essência é fazer um set que vá acelerando, adicionando elementos aos poucos. Começando sempre com minimal e no meio sempre com tech house ou electro-house.
O ano de 2008 começou bem para o brazuca Daniel Acorsi, mais conhecido como
A dupla que já toca junto desde 2000 e tem por afinidade o electro, os breakbeats e os samples sacados de filmes e mídia jornalística já compõe a segunda leva de tracks. Do início clássico de moleques de banda, de fitas pros amigos e Djing de festas e bailes hoje a dupla se empenha atras do hardware.
O DJ
Será que é o começo de uma nova era na música brasileira? Acredito que sim.
