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Artigos do Submusica sobre o assunto: negócios

Good Copy, Bad Copy O povo tem mania de ser insatisfeito. Pro pessoal do folclore, da cultura de raiz, o chamado techno-brega é o fim da picada. Pra quem tá de fora, tudo é curioso. Do Carimbó ao Brega-Calipso. Pros freakonomics de plantão o interessante é como o produto dessa cultura toda vira troca e dinheiro. Dos dois lados ( e não são só dois ) dessa moeda há prós e contras. Mais prós, cá entre nós.

É de 2007 o documentário “Good Copy, Bad Copy” que mostra além da cena do Pará toda a celeuma causada pelo sample e os direitos autorais, que vão desde o processo em cima do N.W.A numa demonstração do absurdo que é a visão do homem de negócios ligado à música, à venda de produtos piratas em vários cantos do mundo. Casos ilustres como o Grey Album e o processo ( eu falei processo de novo? ) sobre Greg Gillis, o Girl Talk ( Sim, esse que teve há pouco tempo tocando no Tim Festival ) permeiam todo o filme.

Realizado pelos dinamarqueses Andreas Johnsen, Ralf Christensen e Henrik Moltke, “Good Copy, Bad Copy” é um documentário que mostra a luta pela cultura livre e pelo compartilhamento de conteúdos.
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Warner Music: Estamos totalmente ferrados Este mês tem uma entrevista na revista Wired, com Doug Morris, CEO da Universal Music, 68 anos (!). E deixa bem clara a cabeça-dinossauro de quem comandou o mundo da música estes anos todos.

Morris admitiu que quando do lançamento dos Napsters, eles não sabiam o que fazer, não entendiam nada de tecnologia, e que nem tentaram contratar ninguém pra resolver o problema. Queixa-se que agora ele tem que ficar se preocupando com um monte de coisas como distribuição digital. Ele, que chamou usuários do iPod de ladrões, está dando músicas de graça no novo projeto da Universal.

Ou seja: frente às novidades do mundo digital, a postura das majors foi um belo “não sei como isso funciona, não quero saber e nem vou procurar saber. La la la la, não estou ouvindo nada, la la la la!”.

A entrevista mal chegou às bancas, e temos mais uma pedrada: Edgard Bronfman Jr, CEO da Warner Music, comentou os últimos resultados financeiros.

Resumindo, a Warner não é mais uma empresa de discos, e sim de conteúdo baseado em música. Sua vaca leiteira (os CDs) dá cada vez menos leite, e ela não está conseguindo suprir essa carência. Os ganhos da Warner caíram 60%, e agora são apenas 5 milhões de dólares. Isso porquê ela vendeu um total de 900 milhões, ou seja, ela está com uma margem de lucro de 0,5% — até o jornaleiro da esquina da minha casa vende jujubas com mais competência. As vendas digitais aumentaram em 25%, mas isso equivale a 15% do negócio total da empresa - a mesma proporção do ano passado.

Adiantou processar, travar cópias de CDs, colocar DRM, rootkits, aumentar o preço do CD, alimentar ainda mais a indústria do jabá, e lançar artistas toscos e de apelo popular?

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