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Artigos do Submusica sobre o assunto: majors

Sudaneses pedem execução de professora britânica“Cerca de 10 mil sudaneses, muitos armados com facas e porretes, protestaram hoje na frente do palácio presidencial, em Cartum, exigindo a execução da professora britânica Gillian Gibbons, de 54 anos, condenado por insultar o Islã. Ela teria permitido que seus alunos dessem a um ursinho de pelúcia o nome de Maomé.

Os manifestantes, saindo das mesquitas após as orações muçulmanas de hoje, seguiam caminhões com alto-falantes que divulgavam mensagens contra a professora, sentenciada ontem a 15 dias de prisão e posterior deportação. Ela está detida na penitenciária feminina em Oumdurman, cidade-irmã de Cartum.”

Acho melhor o dudu parar de falar de fim do vinil e do cd.

fonte: www.atarde.com.br

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Warner Music: Estamos totalmente ferrados Este mês tem uma entrevista na revista Wired, com Doug Morris, CEO da Universal Music, 68 anos (!). E deixa bem clara a cabeça-dinossauro de quem comandou o mundo da música estes anos todos.

Morris admitiu que quando do lançamento dos Napsters, eles não sabiam o que fazer, não entendiam nada de tecnologia, e que nem tentaram contratar ninguém pra resolver o problema. Queixa-se que agora ele tem que ficar se preocupando com um monte de coisas como distribuição digital. Ele, que chamou usuários do iPod de ladrões, está dando músicas de graça no novo projeto da Universal.

Ou seja: frente às novidades do mundo digital, a postura das majors foi um belo “não sei como isso funciona, não quero saber e nem vou procurar saber. La la la la, não estou ouvindo nada, la la la la!”.

A entrevista mal chegou às bancas, e temos mais uma pedrada: Edgard Bronfman Jr, CEO da Warner Music, comentou os últimos resultados financeiros.

Resumindo, a Warner não é mais uma empresa de discos, e sim de conteúdo baseado em música. Sua vaca leiteira (os CDs) dá cada vez menos leite, e ela não está conseguindo suprir essa carência. Os ganhos da Warner caíram 60%, e agora são apenas 5 milhões de dólares. Isso porquê ela vendeu um total de 900 milhões, ou seja, ela está com uma margem de lucro de 0,5% — até o jornaleiro da esquina da minha casa vende jujubas com mais competência. As vendas digitais aumentaram em 25%, mas isso equivale a 15% do negócio total da empresa - a mesma proporção do ano passado.

Adiantou processar, travar cópias de CDs, colocar DRM, rootkits, aumentar o preço do CD, alimentar ainda mais a indústria do jabá, e lançar artistas toscos e de apelo popular?

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Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Esta aqui vale mais que um milhão:

Um minuto de reflexão: novas tecnologias e a velha guarda

Se você não entendeu, comente. Se você entendeu, comente também.

Sem mais para o momento, subscrevo-me.

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Trent Reznor Em entrevista recente, Trent Reznor, líder da banda Nine Inch Nails compartilhou sua opinião sobre os downloads ilegais de música. E de quebra apresentou um de seus projetos paralelos, uma nova maneira de distribuir música (de novo!) e mais algumas coisinhas…

Primeiro ao comentar o fim do agregador de torrents privado OiNK ele diz que “Eu admito que tinha uma conta e era freqüentador assíduo” e então discorre como iTunes não é “cool” e que DRM e bitrates baixos não estão com nada e conclui sabidamente dizendo que a pirataria existe não porque os fãs querem fazer dinheiro às custas dos artistas, mas simplesmente porque preenche um vácuo existente de demanda e oferta por música digital de fácil acesso e baixo custo. O que não saiu da minha mente foi pensar que aquela pessoa te enviando o álbum que você está baixando pode ser o próprio artista.

Seguindo o rastro do Radiohead, o álbum mais recente em que Trent colaborou (The Inevitable Rise and Liberation of Niggy Tardust!, do artista de hip-hop Saul Williams, produzido por Reznor) foi colocado de forma digital, seguindo um modelo ainda mais ousado. Você pode baixar o mp3 com 192kbps de qualidade de graça ou pagar US$5 e baixar o mp3 em 320kbps ou FLAC, ambos com a arte do álbum em pdf. Possivelmente o próximo álbum do carro chefe Nine Inch Nails seguirá o mesmo modelo, ainda que segundo o mesmo “a realidade é que as pessoas pensam que é okay roubar música” e “a música foi desvalorizada, de modo que é só um arquivo no seu computador e geralmente de graça.” Leia mais

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A banda Led Zeppelin inaugura o formato box digital do iTunes da Apple Este é mais um daqueles pequenos fatos que vai mudando a história do mundo da música. A Apple anunciou hoje através de um press release que irá lançar um box digital especial chamado “The Complete Led Zeppelin”, contendo toda a discografia de uma das bandas mais famosas de todos os tempos, o Led Zeppelin.

A caixa virtual é uma coletânea de 165 músicas extraídas dos 13 discos da banda, incluindo o disco de retrospectiva Mothership, que inclui as melhores faixas do Led Zeppelin escolhidas à dedo por Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, que será lançado no próximo dia 13 de novembro, nos EUA.

O mais engraçado é o seguinte: o box já está disponível para pré-venda, ao preço de 99 dólares - ou seja, 60 centavos de dólar cada faixa. Engraçado pra quem passou a vida toda pagando mais caro do que o preço normal em coletâneas e boxes, não é?

Isso é fácil de explicar: na cabeça de uma gravadora, se você compra uma coletânea, você tem que pagar mais caro pois já está consumindo tudo de melhor do artista, então você provavelmente não vai comprar mais nada dele (isso na cabeça deles).

Já no modelo da música digital, a lógica faz sentido e vem em primeiro lugar: se você está comprando várias músicas de uma vez só, você merece desconto.

Que bom que as coisas finalmente estão fazendo sentido…

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O supra-sumo da bitolação: majors vão vender músicas em pen-drives Incrível como a bitolação e o apego ao material não páram de me surpreender. Em meio a uma saraivada de acontecimentos que estão deixando as majors, as grandes gravadoras, em um beco sem saída, elas me soltam a seguinte: “Vamos vender músicas em pen-drives”.

Isso mesmo que você leu. Universal, EMI e Warner anuciaram que vão vender músicas em drives USB. Dizem que “a iniciativa é orientada a jovens de 12 a 24 anos, que já não acreditam que o CD é tão legal como costumava ser”, mas que “as pessoas ainda querem possuir um produto físico”.

Bom, se hoje o CDzinho que você compra a menos de 1 real é vendido a 30, já dá pra imaginar quanto que vai custar um álbum de 10 músicas em um pen-drive. Que vão gerar mais danos ao meio ambiente que a produção das bolachas prateadas e aumentar a quantidade de lixo tecnológico.

Isso é pra mostrar algo que já digo há tempos: a função dos caras é prensar disco. Mais nada. E as duas pontas, público e artistas, foram um gado sereno que eles conduziram a vida toda. Agora que o gado começa a ficar solto no pasto, o que resta ao peão fazer? Comprar esporas e açoites novos.

E você, vai mugir ou dar uma chifrada no peão?

[Via Engadget]

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