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Artigos do Submusica sobre o assunto: gravadoras

Até o Pato Donald baixa mp3 pirata pela Internet Depois de ter sido convocado para depor na corte italiana, agora o Pato Donald está envolvido com pirataria de músicas.

A última edição da revista do Pato Donald na Holanda, traz o popular personagem de Walt Disney e seus sobrinhos, Huguinho, Zezinho e Luizinho, baixando mp3 piratas pela Internet. E ainda apresenta o Tio Patinhas como dono de uma gravadora — uma metáfora no mínimo hilária, pra não dizer perfeita.

A curta história apresenta uma lição sobre direitos autorais. Os sobrinhos de Donald não têm dinheiro para comprar o último álbum de Jan Goudsmid, então decidem baixá-lo pela Internet, justificando que poderão comprá-lo depois, quando tiverem grana. O esperto Pato Donald descobre e percebe que poderia fazer rios de dinheiro duplicando os CDs e vendendo-os na rua.

Huguinho, Zezinho e Luizinho avisam ao tio que isto não é uma atitude legal: “se ninguém comprar mais os CDs, as gravadoras e os artistas vão virar mendigos”. Donald não liga pro aviso, e faz mais de 100 cópias do CD que ele comprou. Eis que o Tio Patinhas aparece como dono de gravadora, dizendo que ele vai ter que pagar uma grande multa em dinheiro se ele não parar de piratear — aí sim, o Pato se rende. Afinal, tudo é por causa do dinheiro.

O Pato Donald indo feliz da vida na loja de CDs, piratear músicas

A imprensa holandesa desconfia que se trata de uma propaganda paga pela BREIN, organização anti-pirataria da Holanda. Os editores da revista negam e se desculpam pelo tom de folhetim do gibi, mas a suspeita não é infundada, pois Disney já fez das suas propagandas no passado, usando justamente o Pato Donald.

Veja imagens do gibi original no site Dumpert

[Via Torrent Freak]

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Sudaneses pedem execução de professora britânica“Cerca de 10 mil sudaneses, muitos armados com facas e porretes, protestaram hoje na frente do palácio presidencial, em Cartum, exigindo a execução da professora britânica Gillian Gibbons, de 54 anos, condenado por insultar o Islã. Ela teria permitido que seus alunos dessem a um ursinho de pelúcia o nome de Maomé.

Os manifestantes, saindo das mesquitas após as orações muçulmanas de hoje, seguiam caminhões com alto-falantes que divulgavam mensagens contra a professora, sentenciada ontem a 15 dias de prisão e posterior deportação. Ela está detida na penitenciária feminina em Oumdurman, cidade-irmã de Cartum.”

Acho melhor o dudu parar de falar de fim do vinil e do cd.

fonte: www.atarde.com.br

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Warner Music: Estamos totalmente ferrados Este mês tem uma entrevista na revista Wired, com Doug Morris, CEO da Universal Music, 68 anos (!). E deixa bem clara a cabeça-dinossauro de quem comandou o mundo da música estes anos todos.

Morris admitiu que quando do lançamento dos Napsters, eles não sabiam o que fazer, não entendiam nada de tecnologia, e que nem tentaram contratar ninguém pra resolver o problema. Queixa-se que agora ele tem que ficar se preocupando com um monte de coisas como distribuição digital. Ele, que chamou usuários do iPod de ladrões, está dando músicas de graça no novo projeto da Universal.

Ou seja: frente às novidades do mundo digital, a postura das majors foi um belo “não sei como isso funciona, não quero saber e nem vou procurar saber. La la la la, não estou ouvindo nada, la la la la!”.

A entrevista mal chegou às bancas, e temos mais uma pedrada: Edgard Bronfman Jr, CEO da Warner Music, comentou os últimos resultados financeiros.

Resumindo, a Warner não é mais uma empresa de discos, e sim de conteúdo baseado em música. Sua vaca leiteira (os CDs) dá cada vez menos leite, e ela não está conseguindo suprir essa carência. Os ganhos da Warner caíram 60%, e agora são apenas 5 milhões de dólares. Isso porquê ela vendeu um total de 900 milhões, ou seja, ela está com uma margem de lucro de 0,5% — até o jornaleiro da esquina da minha casa vende jujubas com mais competência. As vendas digitais aumentaram em 25%, mas isso equivale a 15% do negócio total da empresa - a mesma proporção do ano passado.

Adiantou processar, travar cópias de CDs, colocar DRM, rootkits, aumentar o preço do CD, alimentar ainda mais a indústria do jabá, e lançar artistas toscos e de apelo popular?

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Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras. Esta aqui vale mais que um milhão:

Um minuto de reflexão: novas tecnologias e a velha guarda

Se você não entendeu, comente. Se você entendeu, comente também.

Sem mais para o momento, subscrevo-me.

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A banda Led Zeppelin inaugura o formato box digital do iTunes da Apple Este é mais um daqueles pequenos fatos que vai mudando a história do mundo da música. A Apple anunciou hoje através de um press release que irá lançar um box digital especial chamado “The Complete Led Zeppelin”, contendo toda a discografia de uma das bandas mais famosas de todos os tempos, o Led Zeppelin.

A caixa virtual é uma coletânea de 165 músicas extraídas dos 13 discos da banda, incluindo o disco de retrospectiva Mothership, que inclui as melhores faixas do Led Zeppelin escolhidas à dedo por Robert Plant, Jimmy Page e John Paul Jones, que será lançado no próximo dia 13 de novembro, nos EUA.

O mais engraçado é o seguinte: o box já está disponível para pré-venda, ao preço de 99 dólares - ou seja, 60 centavos de dólar cada faixa. Engraçado pra quem passou a vida toda pagando mais caro do que o preço normal em coletâneas e boxes, não é?

Isso é fácil de explicar: na cabeça de uma gravadora, se você compra uma coletânea, você tem que pagar mais caro pois já está consumindo tudo de melhor do artista, então você provavelmente não vai comprar mais nada dele (isso na cabeça deles).

Já no modelo da música digital, a lógica faz sentido e vem em primeiro lugar: se você está comprando várias músicas de uma vez só, você merece desconto.

Que bom que as coisas finalmente estão fazendo sentido…

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Logo da banda Nine Inch Nails, do polêmico (mas correto) Trent Raznor Lembro perfeitamente em 1999 quando escrevi, ao lado do genial Bruno Parodi, a primeira matéria sobre o Napster em terras brasileiras, que saiu na saudosa e extinta revista Internet.Br. Sabíamos que aquele assunto seria polêmico e renderia muito pano pra manga.

Não deu outra: no ano seguinte, tome Metallica, Madonna e diversos pop stars reclamando que estávamos roubando dinheiro deles.

Quem diria que só agora, em 2007, quase 10 anos depois, finalmente a ficha começa a cair e alguns nomes de peso estão mandando as gravadoras irem pastar em campos belos. Primeiro foi o Radiohead, que na semana passada anunciou que resolveu vender seu novo álbum por conta própria, pelo próprio site da banda, deixando os fãs decidirem o quanto vão pagar pelo álbum - uma atitude que nós aqui aplaudimos de pé.

Hoje foi a vez do grande Trent Reznor, cabeça do Nine Inch Nails, que postou uma mensagem no site do NiN dizendo que a banda agora é independente, após desperdiçar 18 anos vendo as gravadoras se transformarem nisto que são hoje. Trent diz que o Nine Inch Nails agora vai procurar um relacionamento mais direto com os fãs da banda. Ele, que já vinha dando declarações polêmicas sobre pirataria e distribuição digital, deu a marretada final com esta notícia.

A pergunta que fica é: estamos assistindo a uma nova tendência, ou será que tanto o Radiohead como o Nine Inch Nails estão apenas polemizando e ganhando a atenção? Será que vamos ver mais nomes parrudos vendendo suas músicas diretamente pro consumidor, sem intermediários que só fizeram distanciar artistas e fãs? Solte o verbo nos nossos comentários!

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