Escritos - Por Lucio K em 11/05/2007 20:19 - 4 comentários

Review: Soundboy Rock, do Groove Armada

O duo Groove Armada, formado por Tom Findlay e Andy Cato
O grupo inglês Groove Armada, formado por Tom Findlay e Andy Cato, estava sumido há quatro anos, e até alardearam que dissolveriam a parceria. Agora voltam com o album “Soundboy Rock”, que está sendo lançado esse mes.

O grupo, desde o comeco da sua trajetoria, há exatos 10 anos, vêm subindo os degraus da popularidade, ou seja, de alternativo a pop. Pelo prestígio alcançado no começo da década com hits como “I See You Baby” e “Superstyling”, hoje é uma das bandas que se tornaram referência da musica pop européia. Nessa posição, é dificil não entrar na postura de fazer o que é cobrado, o que se espera de um grupo pop. O Groove armada não conseguiu se livrar dessa tendência no seu novo trabalho.

Gosto de definir “pop“com a simplificação: o que parece com algo que fez sucesso antes. O pop não dá espaço pro novo, prefere a familiaridade do que a originalidade. E o que se espera de um grupo pop? Um som “moderno” Que siga as tendências do momento (nao as do mundo alternativo, e sim do mundo pop). O G.A. tinha a escolha: buscar um novo som ou aproveitar a onda do momento e se render a ser mais vendável? O grupo ficou com a segunda opção.

Capa do novo disco Sound Boy Rock, do Groove Armada
Capa do novo disco Sound Boy Rock, do Groove Armada

O album, com 15 faixas, atira pra vários lados, na atual tendência de misturar estilos. Se encontra muita influencia do funk, reggae, eletro e anos 80, e é um disco competente em ser pop, mas só impressiona em poucas faixas, como “Get Down”, minimalista e dançante, uma boa mescla de eletro e dancehall. A faixa que dá nome ao disco é um reggae preguiçoso e entediante, que me faz ter vontade de ouvir o grupo alemáo Seeed. Uma das faixas que têm causado sensacao na inglaterra é a “Save my Soul”, inspirada no manjado (pros nossos ouvidos) “Planet Rock” do Afrika Bambaataa. É como se o ingles até hoje não tivesse descoberto o miami bass. Outra faixa bem tocada nas FMs inglesas é a “Song 4 Mutya (Out of Control)”, que apenas parece tentar ser um pop perfeito, com roupagem bem oitentista.

O G.A. vem se tornado um grupo mais pra ser ouvido em casa do que nas pistas, mas ainda está no meio termo. Isso é uma faca de dois gumes, porque tanto pode funcionar pra pista *e* pra ouvir em casa (no fone de ouvido, radio etc.), mas tambem pode não servir pros dois. É muito diferente produzir pra pista do que pro resto das mídias. Na pista de dança, o que funciona mais é o poder do minimalismo, o que pode ficar pobre se tratando de um disco pra ouvir em pequenos sistemas de som. Parece que o Groove Armada ainda está indeciso quanto a esse caminho, mas em geral o disco tem a estética de ser ouvido em FM, deixando os remixes mais minimalistas pras grandes pistas, como já se vê no single de “get down”.

Outro ponto que critico é a masterização do disco. Como se sabe, masterização consiste em que as faixas do disco tenham uma sonoridade coerente, mas comparando a faixa “Save My Soul” com outras do disco se percebe facilmente a diferença de qualidade sonora e equalização.

Espero que o Groove Armada prepare o próximo album com mais esmero, criatividade e calma, e perceba que o caminho mais fácil pode dar dinheiro, mas não compensa pra grupos com a criatividade deles.



4 comentários

Você pode acompanhar os comentários deste artigo assinando o feed RSS. Não é permitido realizar comentários ou trackbacks.


Dudu P
11/05/2007 20:22

Vou procurar ouvir, mas pelo visto foi mais um projeto dos anos 90 que ficou pra trás nesta década, figurando ao lado de Prodigy, Chemical Brothers, Daft Punk, Fatboy Slim, Junkie XL e tantos outros. Uma pena.


Cybass
12/05/2007 18:25

Bem ruim o album…


DEBORA
15/09/2008 15:11

voces sao muito lindos sabia e muito gostosoes beijosssssssssssssssss.


Lucio K
15/09/2008 16:08

obrigado! hahahahaha