Entrevistas - Por Cidão em 04/07/2007 07:50 - 21 comentários
O Drum and Bass “deeper” do carioca Cybass

Encostamos na parede dessa vez o carioca Glauber “Rocha” Barreto, o cabeça por trás do projeto Cybass, que vem se destacando dentro da cena de Drum and Bass por construir um estilo que explora as linhas mais melódicas e “deep” dos beats acelerados.
Melodias atmosféricas densas, Black Music, Soul Music e vocais que procuram trazer de volta aquela vibe oldschool da House Music fazem parte da marca registra de seus trabalhos. Fã de Roy Ayers, 4Hero, Jill Scott e Erykah Badu, o intrépido produtor parece não se cansar e ainda encontra tempo para se aventurar por outros estilos da e-music como Breakbeat, Hardcore Breakbeat, House Music e Nu-Jazz.
Com faixas assinadas pela Rubik, Under construction, Silo, Keynote, Firewall Recordings e com parcerias com Sol.ID, Stunna, Peixe Kru, JFX, dentre outros, suas músicas têm sido destaque em mãos de Djs como Zinc, Nookie, XRS, Bungle, Kubiks, Sol.Id, S.P.Y., Human Factor e outros Djs e produtores ao redor do mundo.
Mergulhamos na alma do amante das ondas profundas, Glauber “Rocha” Barreto.
Submusica: Eae Cybass, beleza? Vamos começar nosso papo pela clássica e inevitável pergunta chavão de toda entrevista: Como você entrou no mundo da música e, mais especificamente, com você chegou ao Drum and Bass?
Cybass: Eu ouvia muito Miami Bass quando mais novo, fazia lá minhas montagens em fita de brincadeira. Acho que o interesse por música foi nessa época. Uns anos depois, já gostando de bandas como The Prodigy e Chemical Brothers, ganhei meu PC e comecei a fazer algumas brincadeiras com os programas disponíveis na internet. Com o boom do Drum and Bass em 1997/1998, época que comecei a ouvir, me identifiquei logo de cara com o som e estou aqui até hoje.
Submusica: O que exatamente de Drum and Bass você ouvia nessa época? Como rolou esse contato, através de rádio, festas, influência de amigos, chá de bebê, fila de banco?
Cybass: Através de um amigo que me emprestou um tal cd que soava como um Hip-Hop mais acelerado. Era New Forms do Roni Size/Reprazent.
Submusica: Pô fio, começou bem então. New Forms foi considerado um dos melhores álbuns de Drum and Bass na época…
Cybass: Até hoje, né? Eu escuto sempre
Submusica: E nas festas rolava essas coisas caóticas de Drum and Bass? Aí no RJ tinha algum programa de radio voltado para isso? Como era a “cena” aí no Rj na época?
Cybass: Comecei a sair uns anos depois, pois eu moro afastado da Zona Sul, onde aconteciam as festas. E eu também era muito novo. Que eu lembre não tinha nenhum programa rolando, pelo menos aqui perto de onde eu moro. Acho que minha primeira festa foi a Bunker Rave em 2000, se não me engano. Eu tive sorte pois as “Raves” eram aqui perto de casa por haver vários sítios e chácaras. Boate eu só fui conhecer bem depois.
Submusica: Mas tipo, rolava os breakbeats nessas festas?
Cybass: Rolavam todos os estilos, Drum and Bass, Techno, House e Trance. Eram festas bem grandes.
Submusica: É, foi bem nessa época que rolou aquele boom dos breakbeats mesmo, lembra?
Cybass: Sim, a galera do Big Beat, Fatboy Slim, Chemical Brothers. Eu também já curtia muito, mas o Drum and Bass já tinha me conquistado.
Submusica: Creio também que foi nessa época que surgiu o B.U.M. (Brazilian Underground Movement) aí no RJ. Eu lembro que tinha saído uma nota na Dj Sound falando sobre esses caras, que eles tinham como proposta divulgar o underground da música eletrônica, sobretudo no Rio. Acho que saiu umas duas compilações com projetos bem bacanas que continham Techno e Drum and Bass. Enfim, você chegou a tomar conhecimento desse projeto?
Cybass: Sim, mas somente pela resvista Dj World.

Cybass também é DJ e está se preparando para tocar em São Paulo no mês de agosto
Submusica: Bom, também não sei dizer até que ponto foi importante esse projeto aí no Rio porque dificilmente ouvíamos falar da cena aqui em São Paulo, a não ser as raras exceções.
Cybass: Pelo que sei, foram bem importantes, mas eu não estava na “cena” esta época. Lembro que via muita gente usando camisetas da B.U.M. (Brazilian Underground Movement)
Submusica: Quem é o Cybass, ou melhor, como definir Glauber “Rocha” Barreto?
Cybass: Essa piada com meu nome eu escuto desde que me entendo por gente. Glauber Rocha foi um cineasta que influenciou muito o meu pai e foi por conta disso que ele me batizou com esse nome. Mas o meu nome é Glauber Barreto, sou produtor. Cinema é só assistir mesmo. Glauber é filho único, gosta de cinema, viciado em games para computador, joga basquete quando pode, trabalha com informática, dispensa qualquer coisa por uma reunião com os amigos, come miojo com manteiga, gosta de cultura Cyberpunk, empolga-se com boa música, não corre para pegar o ônibus e dança na rua ouvindo música no iPod.
Submusica: Eu sei que você passa as madrugadas vendo filmes exóticos como o Loose Change, A Carne é fraca, Japanese Girls Sex with animals, etc. O que você tem assistido de interessante ultimamente, tem alguma dica cultural para nós?
Essa coisa de “Japanese Girls Sex with animals” não é comigo não. Bem, não seria uma dica cultural. Estou vendo o desenho Afro Samurai que é sobre um samurai negro que perdeu o pai e quer vingança. O dublador do personagem e produtor executivo do filme é o Samuel L. Jackson. Recomendo.
Submusica: Quanto tempo você produz?
Cybass: 8 anos
Submusica: Você disse uma vez em um fórum de Drum and Bass que tem “problemas” com os anos 80, ou seja, que odeia esse período, por que?
Cybass: Eu acho anos 80 muito brega. Cabelos, roupas, etc. Na música é a mesma coisa. A época dos descobrimentos, os efeitos, os sintetizadores, as baterias eletrônicas (argh). Claro, tem um lado bom, o lado do Miami Bass, do Electro Funk, Início do Hip-Hop e tal. Esse lado eu gosto muito e, de uma forma ou de outra, é muito importante pra cena eletrônica em geral.
Submusica: Ser um produtor brasileiro é saber “se virar nos trinta”, é tirar água de côco de rocha vulcânica? Como é que é?
Cybass: Não acho que seja um grande problema não, hoje em dia tudo é feito à base de softwares, existem vários programas bons e grátis por ai. A não ser que a pessoa não tenha condições pra comprar pelo menos um computador bom. Mas se ela for mesmo levar isso a sério, é só deixar de comprar um celular com câmera de 6Mp e um tênis de 12 molas e focar seu dinheiro para o que ela quer mesmo fazer.
Submusica: Segundo se comenta por aí, esse é o ano do Cybass. O que você acha, decola mesmo esse ano?
Cybass: Isso não depende de mim. Eu espero que seja, claro. Mas dependo de gostarem do meu trabalho. O feedback sempre tem sido muito bom, mas vender são outros 500.
Submusica: Na sua opinião, qual a melhor música que você já produziu, tem apreço especial por alguma?
Cybass: Shaving Cream. Pode não ser complexa, mas ela diz tudo o que eu quero.

New Forms – Referência absoluta para Cybass
Submusica: Você parece ser um produtor bem eclético e isso chama a atenção em relação às suas influências musicais. Qual o tipo de música que te influencia e te inspira a produzir? Eu sei que você curte Bee Gees, Mercedes Sosa e The Mamas & The Papas.
Cybass: Hahaha. Odeio qualquer música cantada em falsete. Bee Gees me irrita bastante. Mamas and the Papas até que não é de todo mal. Bom, eu ouço de tudo que eu interpreto como bom. Ouço muito Funk dos anos 70, Reggae, Dub e Jazz. Ouço muita coisa, seria difícil listar tudo.
Submusica: Seja produtor ou Dj, quem você destacaria aqui no Brasil dentro da cena de Drum and Bass? Quem você acha que está dando verdadeiras “joelhadas no estômago” em termos de produção?
Cybass: Além dos já profissionais que estão vendendo discos por aí, acho que tem muita gente fazendo coisa boa. Eu não vou citar nomes pra não ser injusto e esquecer de alguém aqui. Prefiro dizer para as pessoas se interessarem mais nos trabalhos que são feitos aqui na nossa terrinha. Tem muita gente fazendo e tocando coisa boa no nosso país.
Submusica: Como você vê ou encara o papel da internet no que tange a produção, distribuição e transferência de músicas? Até que ponto a internet ajuda ou atrapalha e qual seria uma maneira ideal de ganhar dinheiro produzindo no conforto do lar com um copo de Nescau bem geladinho do lado?
Cybass: Para o produtor, tem uma vantagem imensa. Você pode entrar em contato, dependendo do caso, com o próprio dono do selo, seja via AIM ou MySpace. Enviar música pela internet permite que você não gaste dinheiro enviando CD´s. Para as gravadoras, em termos de troca e distribuição de música, é uma desvantagem, mas eu penso que consumidor de verdade paga pelo que gosta. Maneira ideal? Sentado numa boa cadeira, relaxado, um bom fone de ouvido e uma cerveja geladinha do lado. Melhor que Nescau.
Submusica: Akzel é outro produtor carioca de Drum and Bass que sempre faz umas coisas juntas com você. Como você conheceu o mano AK-47 aka Akzel? Pelo o que fiquei sabendo, ele fazia Gangsta Rap na época que vocês se conheceram e talvez tenha sido um dos pioneiros a introduzir esse estilo no RJ.
Cybass: Nossa, foi em 2000 hmmm e 1? Não lembro bem. No dia em que o Bad Company UK tocou aqui no Rio, na Bunker. Um amigo meu, produtor de Techno da Nitrosound, já era amigo do Akzel e sabendo que nós curtíamos Drum and Bass, ele resolveu nos apresentar. Depois fomos conversando bastante e hoje somos bons amigos. Hahaha, ele não vai gostar nem um pouco do apelido dele estar na entrevista. O dia que o André fizer Gangsta Rap eu começo a produzir Trance.

Kool & The Gang, lenda do Funk dos anos 70, é um dos nomes que não sai da discoteca de Cybass
Submusica: Qual é a sua impressão sobre a cena nacional? Tem espaço para todo mundo ou é um “pega pra capar”?
Cybass: Para o produtor, tem espaço sim. Vejo muitos Dj’s tocando música nacional. O problema é que todo mundo quer estar no tracklist dos “tops”. E isso nem sempre é possível. Para os Djs, já é um pouco mais complicado. Como o meu amigo Dudu P diz: “Se você balançar uma árvore, deve cair uns 5 Djs, no mínimo”. A dificuldade é que tem muita gente, não tem como todo mundo ter reconhecimento.
Submusica: Infelizmente é inevitável entrar nas classificações, mas como você descreve o seu estilo, Soulful, Liquid Funk, Deep?
Cybass: Uma mistura dos 3.
Submusica: Então, dá uma idéia pra gente do que você tem ouvido ultimamente. O que você prefere, um top 13 ou top 9?
Cybass: Top 13. Sempre há espaço pra mais uma! E nada de Drum and Bass. Segue a lista, sem ordem:
01 – Roy Ayers – It Ain’t Your Sign It’s Your Mind
02 – Curtis Mayfield – Right On For The Darkness
03 – Scientist – Dance of the Vampires
04 – Michael Viner’s Incredible Bongo Band – Apache
05 – Sizzla – Yourself
06 – Al Hirt – Green Hornet
07 – Jill Scott – Talk To Me
08 – Kool & The Gang – Jungle Boogie
09 – James Brown – Make It Funky Part I
10 – Willie Hutch – Brothers Gonna Work It Out
11 – Björk – All is Full of Love (Video Version)
12 – Barry White – Never, Never Gonna Give You Up
13 – Un-Cut Feat. Jenna G – Midnight (Waiwan Mix)
Submusica: Qual o seu setup de produção? O que você usa para produzir?
Cybass: Eu e meu PC, lá vai:
- Am2 X2 3800+
- 2Gb de Ram DDR2 800
- Placa de som onboard com Asio4all
- Um fone bem vagabundo da Philips SBC HP195 (aqueles de 40 reais)
- Cubase SX3 & Kontakt2
Submusica: Sabemos que o seu foco é Drum and Bass, mas parece que você tem se metido à besta com Breakbeat, House e Nu Jazz. Como é que é isso, como você define em qual momento o que deve produzir?
Cybass: Eu sou meio de época. Às vezes não consigo fazer nada de Drum and Bass e por isso só fico fazendo Breaks. Agora estou na fase do Drum and Bass. Já faz um bom tempo que não faço nada de estilo diferente.
Submusica: Eu ouvi algumas músicas do Ctrl Alt Del, formado por um conjunto de produtores mascarados do Rio e de SP, que fazem um Drum and Bass escrachado e que algumas vezes beira a palhaçada. Você já ouviu? Eles seriam uma espécie de “pau no cu do Mainstream”, o que você acha, como você descreve as músicas deles?
Cybass: Hahaha. Sou fã dos caras. Não acho que seja bem do mainstream, mas sim de música feita com intuito de ganhar dinheiro apenas, sem nenhum sentido. Música fabricada, enlatada.
Submusica: Possui algum plano especial para o futuro como, por exemplo, ir para a Macedônia, produzir músicas para crianças, criar jingles para comerciais na Tunísia? Quais são os seus para conquistar o mundo?
Cybass: Eu gostaria de viver como essa profissão mesmo de produtor, fazendo trilha sonora para jogos e filmes.

Vista geral do Cubase SX, sequencer obrigatório no setup de Cybass
Submusica: Existe hoje uma grande discussão sobre o lance dos Dubplates. Uns dizem que é patifaria, outros já falam que ele é um meio de divulgação do produtor e que se um Dubplate vazar pela Internet poderia comprometer futuramente a venda de um música do produtor. O que você tem a dizer sobre isso?
Cybass: A única cena que tem essa besteira de Dubplate é a de Drum and Bass. Acho algo desnecessário e idiota. Tanto valor em cima de uma música que não foi lançada ainda. Sim, é um meio do produtor se divulgar, mas esse valor dado em cima da música por ainda ser exclusiva, é algo idiota. Às vezes o DJ nem gosta da música, mas toca por que ainda é Dubplate e se acha o máximo por isso. A questão de um Dubplate vazar antes de ser assinada com algum selo, depende. Só se a repercussão for muita grande. A maioria dos selos nem se preocupa em procurar a música na Internet, nem nada. Mas é um risco que todo produtor corre. Não tem como fugir. Eu sempre envio pra pessoas confiáveis, se uma música vazar, eu vou saber quem foi.
Submusica: Alguma frase de impacto, lição de moral, ditado nórdico ou conselho que gostaria de deixar para os novos produtores e Djs? Quem tá começando hoje precisa ter o que?
Cybass: Primeiro, correr atrás do seu. Se não querem te ajudar, pare de reclamar e vai estudar.
Submusica: E como que tá a cena de Drum and Bass aí no Rio, tem festas fixas, tem uma galera que produz? O que tá rolando hoje aí?
Cybass: Rio? Cena? What?
Submusica: Hahahaha. Você está lançando algumas faixas pelo o selo da DoA (Dogs on Acid), como você se envolveu com ele?
Cybass: Meu amigo Dan Marshal, que já lançou umas coisas pela Under Construction, me passou o contato do Sacha, o manager do selo, e eu mandei umas faixas para ele. O cara é super gente fina. No dia seguinte me mandou uma mensagem dizendo que queria duas músicas. Quando nos conhecemos em São Paulo, no mês retrasado quando veio ao Brasil, ele me disse que queria mais duas. Uma dessas é a Stronger que deverá sair por outro selo, mas eu não posso entrar em detalhes por enquanto.
Submusica: Você está com música nova que tem sido muito tocada por aí e o pessoal tem gostado muito, a Deja Vu com vocal da cantora Annette. Como surgiu a oportunidade de fazer esse trabalho com a Annette? Como a conheceu?
Cybass: Logo que terminei a faixa, enviei pro meu amigo, o Jay Rome, dono da Blu Saphir Recordings. Ele ouviu e gostou muito, me disse que a música precisava de um vocal e me passou vários contatos de cantoras. Gostei da idéia, ainda mais quando ouvi as músicas da Annette no MySpace dela. Pô, me surpreendi. Decidi na mesma hora que seria ela quem faria o vocal.
Submusica: Quem são os caras que estão tocando suas músicas?
Cybass: Zinc, Nookie, Kaleb, XRS, TKO, Jay Rome (Blu Saphir), Kubiks & Calculon (Rubik), Bass Tikal (Phunkfiction), Contour, XO (DOA), Stunna (USA), Bungle, Sol.ID (Autumn), Dan Marshall, Paul T, S.P.Y., Human Factor, Clart (Ministry of Sound), Overfiend (Bassdrive), Methodus (Bassdrive), Ney Faustini (SP), C.A.B.L.E. (SP), Saburuko, Turtled (Venezuela/Vibez), Akzel (RJ), BTK (Indetity ), Vinicius Vandre (SP), Peyo (Bingo/France), Redeyes (Bingo/France) JFX and Digital Hunters (Cenobites / SP), Dudu P (Submusica/SP), Dfunk (Bassdrive), Will Miles (Creative Source), SkullB (RJ), Kubatko (Defunked), Samba (UK), Linkage (BSB), Inner Sense (UK), Namag (RJ), Sya and Weirdo (Dnbonline Crew), Drumagick, Alsessandra Soares, LSB (Bingo/UK), Tigger (Phunkfiction crew), Kinetic (Keynote), Unreal (SP), Peixe Kru (RJ), Ramilson Maia, Dj Rio (Native Minds / Germany), MulchFactor (USA), Size (BR), David WS (SP), Will (SP) e outros…

A cantora Annette, da república da Macedónia, que canta Deja Vu, nova música de Cybass
Submusica: Gostaria de fazer uma pergunta para você mesmo que esteja intalada na garganta?
Cybass: Sim, de onde surgiu o nome Cybass? Não lembro. Hahaha.
Submusica: Eu sei que você tem músicas com o Peixe Kru, Akzel aka Ak-47, Meliante, Stunna, Sol.ID, JFX, etc. Como é esse lance das parcerias? Como funciona, um cara faz os beats, outro o groove, um começar outro termina? Como é o sincronismo?
Cybass: Depende muito porque cada música surge de um jeito. Sempre aprendo coisas novas com quem faço música. São trocas muito importantes. Às vezes começo uma música, e não consigo mais levar pra frente por falta de idéias e envio um trecho para alguém que eu acho que faria algo bom para aquela ou essa faixa. A pessoa às vezes acrescenta idéias novas e a faixa vai fluindo. O cara pode também reformular o projeto todo. Cada um interpreta de uma maneira a música. Quando não rola algo que não gostamos, conversamos. Geralmente as duas partes entram em acordo logo. Aquele som que foi rejeitado pode ser usado pra um próximo projeto. Rola também de ouvir algo de alguém e chamar pra fazer uma parceria. Isso aconteceu comigo. Entrei no Myspace de um Inglês chamado Inner Sense, adorei os sons dele, passei o trecho de uma música que eu tinha começado e o chamei pra fazer a faixa comigo, ele aceitou e estamos terminando. Acabou que nessa música também chamei o Peixe Kru, pra fazer com a gente.
Submusica: Essa coisa dos subgêneros é uma parada que às vezes atrapalha, mas é inevitável. Ser classificado como esse ou aquela vertente deve ser foda para o produtor porque ele simplesmente faz música. Muitos acabam rotulando um determinado gênero como ruim por causa de um ou outro produtor de destaque e isso parece esconder outros bons produtores que fazem coisas na mesma linha. Por exemplo, muita gente torce o nariz com o Drumfunk por causa de 2 ou 3 produtores ou por causa de uma ou duas músicas, mas o fato é que o Drumfunk, assim como outros subgêneros de Drum and Bass, é muito rico, como Neurofunk, Atmosferic, etc. É um lance de saber ouvir e não rotular todo um conjunto por baixo. Como você lida com essas classificações?
Cybass: Eu deixo a música fluir (parece uma frase meio Trancer, né?), mas é assim que para mim funciona. Eu não tento fazer a música num determinado estilo. Eu simplesmente faço a música. Não me preocupo em rotular. Sempre vai haver gente falando mal de tudo, não adianta.
Submusica: Quais selos que te chamam a atenção?
Cybass: Creative Source, Soul:R, Shogun, Signature, Blu Saphir, Fokuz, Vibez, Horizons, Defcom, Commercial Suicide, Bassbin, Critical, Exit. São muitos pra listar, mas estes são os principais.
Submusica: Quais são os seus produtores preferidos dentro do Drum and Bass? O que você observa neles que te faz pensar “que cara filho da puta, como o cara faz uma coisa dessas?”, ou seja, o que te chama a atenção num produtor, é quanto ele põe de alma na musica, é a técnica, a versatilidade, e o seu background musical?
Cybass: Posso dizer isso de alguns produtores como Calibre, D-Bridge, Break, Alix Perez, Redeyes, Digital e a dupla Ill Logic e Raf. Eu reparo mais na alma posta na música. É quando você sente que houve uma dedicação com aquela faixa, uma mensagem a ser dita. Não adianta milhões de automações feitas pra impressionar. O sentido é outro.
Submusica: Então, estamos encerrando nossas operações no dia de hoje. Gostaria de deixar algum Big Up para alguém?
Cybass: Um Big Up pra minha mãe, pro meu pai e outro pra você.
Submusica: Hahahaha, essa foi boa. Contatos, por favor.
Cybass:
http://www.myspace.com/cybass
http://www.virb.com/cybass
AIM: cybassdb
21 comentários
Lucio K
10 anos de db, quem diria.. Acho que ele comecou com uns 12, né? hehe
Esse aí vai looonge, eu investiria toda minha grana nas “ações cybas”.. haha
abs e parabens pela entrevista. Lembrei de várias coisas legais.
Mt foda! Ótima entrevista!
Cybaa tu sabe que curto D+ teus sons mano!
Soh som classudo!
Parabéns e continue assim!
Abs
grande Cybasssss
em agosto vou te dar um pescotapa pessoalmente…
parabens pelo trampo cara!!!!
Pra ficar 101%, faltou um setzinho aí em =P
hahahahah brincadeira, excelente entrevista!
esse é meu garoto! =)
parabéns Cybass!
Wes
Muito boa a entrevista!!!! Esse rapaz vai longe !!!!!
Parabens mans!!!
Abs
Wes
AK-47 é a pqp!!!!!!!
O dia em que eu fizer um gangsta rap o Clipz vai lançar álbum em parceria com o Dream Theater! :-\
Akzel disse:
AK-47 é a pqp!!!!!!!
O dia em que eu fizer um gangsta rap o Clipz vai lançar álbum em parceria com o Dream Theater! :-\
hauhauauhauahauhauhauhuahuahauh
Cookie Monster (Danilo)
Da hora a entrevista!
Vou querer ver ele quando vir pra SP.
e até me animou quando ele falo oq usa pra produzir rsrs
“Mas se ela for mesmo levar isso a sério, é só deixar de comprar um celular com câmera de 6Mp e um tênis de 12 molas e focar seu dinheiro para o que ela quer mesmo fazer.”
cybass se revelando como cientista social! essa descricao é perfeita!
po, ficou faltando citar o side deals! me amarro na unica musiquinha que eu tenho aqui…
é isso ae, parabens cybass!
Ótima entrevista. Cybass é um belo produtor e DJ e tem tudo para fazer sucesso na carreira! Grande abraço!
Agora que ele arrumou uma cantora gatinha ele vai fazer sucesso!! >:)
Miojo com manteiga é foda.
Ney Faustini
Cybeiço é o cara! Muita coisa pra rolar ainda. ;]
Nine
E isso man,,,parabens isso é so´o começo!!!
e os tunes estao demais,indispensavel em meu set!!
abçxx
Cybass
valeu galera!
Vanessa
Glauber
voce é ninnnnnnndo!
bonitao.
V.
SkullB
Como minha esposa diz: “esse mulek tá chique d+”!!
Continue assim grande!!
abs
Hello
I can’t be bothered with anything these days, but shrug. I just don’t have anything to say recently.
G’night
Podcast: The Unexpected está de volta em especial drum’n'bass! | Submusica 2.0 (beta)
[...] 06) Sol.ID – Ziggurat [dubplate] 07) Mutt – Lets Get Away [no release] 08) Peixe Kru Feat. Cybass – Living in This World [dubplate] 09) Random Movement – Kids in The Sea [dubplate] 10) Human Factor [...]





















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