Escritos - Por Dudu P em 09/10/2007 21:52 - 10 comentários

Nine Inch Nails manda as gravadoras se… roerem

Logo da banda Nine Inch Nails, do polêmico (mas correto) Trent Raznor Lembro perfeitamente em 1999 quando escrevi, ao lado do genial Bruno Parodi, a primeira matéria sobre o Napster em terras brasileiras, que saiu na saudosa e extinta revista Internet.Br. Sabíamos que aquele assunto seria polêmico e renderia muito pano pra manga.

Não deu outra: no ano seguinte, tome Metallica, Madonna e diversos pop stars reclamando que estávamos roubando dinheiro deles.

Quem diria que só agora, em 2007, quase 10 anos depois, finalmente a ficha começa a cair e alguns nomes de peso estão mandando as gravadoras irem pastar em campos belos. Primeiro foi o Radiohead, que na semana passada anunciou que resolveu vender seu novo álbum por conta própria, pelo próprio site da banda, deixando os fãs decidirem o quanto vão pagar pelo álbum – uma atitude que nós aqui aplaudimos de pé.

Hoje foi a vez do grande Trent Reznor, cabeça do Nine Inch Nails, que postou uma mensagem no site do NiN dizendo que a banda agora é independente, após desperdiçar 18 anos vendo as gravadoras se transformarem nisto que são hoje. Trent diz que o Nine Inch Nails agora vai procurar um relacionamento mais direto com os fãs da banda. Ele, que já vinha dando declarações polêmicas sobre pirataria e distribuição digital, deu a marretada final com esta notícia.

A pergunta que fica é: estamos assistindo a uma nova tendência, ou será que tanto o Radiohead como o Nine Inch Nails estão apenas polemizando e ganhando a atenção? Será que vamos ver mais nomes parrudos vendendo suas músicas diretamente pro consumidor, sem intermediários que só fizeram distanciar artistas e fãs? Solte o verbo nos nossos comentários!



10 comentários

Você pode acompanhar os comentários deste artigo assinando o feed RSS. Você pode deixar um comentário, ou um trackback do seu próprio blog.


Dudu P
09/10/2007 21:59

Aliás, acabei de ver que Oasis e Jamiroquai (que são bandas sem contrato com nenhuma gravadora) estão cogitando fazer o mesmo que o Radiohead:

http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/10/09/nradiohead109.xml


Davi Roque
10/10/2007 0:12

Sem palavras!

e digo mais, sem a ditadura do ‘leiamais’ que eu tava bem afim de ver como funfava!

=)))


MA
10/10/2007 9:21

Enquanto isso a norte-americana Jammie Thomas foi condenada a pagar cerca de R$400 mil por utilizar o Kazaa. Fico feliz que parte dos artistas cansaram de enxugar gelo e agora usam *criatividade* para divulgar e ganhar dinheiro com sua arte. É justamente esta mesmice de enfiar goela abaixo do cidadão cds com 1 faixa boa apenas que fez a música empobrecer tanto, em todos os estilos.


davi roque
10/10/2007 10:24

Agora falando sério, teve isso mesmo MA… é na base do punição exemplo. Mentalidade da época em que se colocava a cabeça do punido em praça pública.
Até onde eu sei artista não ganha muita coisa com venda de disco, esses de gravadoras grandes? Não… não… artistas e bandas gigantes tem seus contratos valendo milhões, mas de venda de disco mesmo, não sei não. A coisa em terra brasilis pelo menos, não envolve nem os milhões de contrato…. de onde vem a grana? Shows, apresentações, bigiganga de fã… os cds tem se bancado com margem de lucro de bala-de-goma no farol quase.

tinha que dar de graça e vender o vinilzão bonito, um pacote de fã….

gravadora? pfffffff…


Dudu P
10/10/2007 12:07

[quote comment="5253"] A coisa em terra brasilis pelo menos, não envolve nem os milhões de contrato…. de onde vem a grana? Shows, apresentações, bigiganga de fã… os cds tem se bancado com margem de lucro de bala-de-goma no farol quase.

tinha que dar de graça e vender o vinilzão bonito, um pacote de fã….

gravadora? pfffffff…[/quote]

Lá fora também não é diferente. Fazer disco virou, há muito tempo, apenas uma questão de expressão e divulgação de um trabalho. Não é à toa que vemos cada vez mais bandas e artistas consagrados aumentando cada vez mais o intervalo entre um álbum e outro. Do Michael Jackson ao Prodigy.

O grande problema é que as majors deveriam funcionar como canal de relação entre os artistas, e não de distanciamento. Como diz o Penna (www.bullshitando.com), a gente compra 300 CDs de uma Universal e os caras não fazem a menor idéia de quem somos nós. Isso é uma tremenda de uma burrice.

Os caras só se concentraram em serem meros prensadores de plástico e papel. Agora, em tempos cada vez mais “medialess”, onde fica o lugar deles na cadeia de valor?


Deeenis aka Iznup
10/10/2007 14:57

Pensei pacas no que ia escrever mas… resumindo:

É bom, fãs geralmente gostam de atenção. Relacionamento direto acho que seria ótimo, e o preço provavelmente não seria salgado. Será?

Aqui, quando se compra CD internacional é quase 60 lascas, dependendo do artista. Comprando dele direto seria muuuuuuuuuuuuuuito mais barateenho, eu acho.


Cybass
10/10/2007 22:43


Dudu P
10/10/2007 22:54

Hahaha, não sabia que dava pra pagar zero. Vou lá só porque sou um “fanfarrão”!


Universal, EMI e Warner agora vão vender música em pen drives. Ah, majors! @ Submusica
19/10/2007 10:26

[...] como a bitolação e o apego ao material não páram de me surpreender. Em meio a uma saraivada de acontecimentos que estão deixando as majors, as grandes gravadoras, em um beco sem saída, elas me soltam a [...]


Música de graça também dá dinheiro @ Submusica
13/03/2008 21:53

[...] se libertar dos grilhões de sua gravadora, Trent Reznor (cuja opiniões sobre a indústria fonográfica já foram debatidas [...]

Deixe seu comentário:

Comentário