Opinião - Por Dudu P em 01/03/2009 00:31 - 21 comentários
Manifesto: Como matar a indústria musical
Jens Roland, cientista da computação especialista em tecnologias emergentes, escreveu um belíssimo artigo para o site TorrentFreak, um de meus bookmarks favoritos quando falamos de mídia digital, compartilhamento de arquivos, direitos autorais e tudo o mais.
No artigo, Jens, que já escreveu mais de 300 artigos e um livro sobre o tema da indústria musical versuas as tecnologias digitais, resume em 8 principais motivos pelos quais a indústria musical está se transformando e matando-a como a conhecemos.
O artigo é bem legal e vale a pena ser lido em seu original, mas vamos aos pontos, em bom português, e depois traçamos os paralelos com o meio da música independente e suas cenas (estou olhando pra você, “música eletrônica”):
1 – A explosão dos games. Sim, os games. Por mais absurdo que isto soe, esta é uma indústria cujo faturamento não pára de crescer e toma cada vez mais dinheiro que antes era destinado à produção de filmes e música. Comprar games é um negócio bastante caro, e as pessoas não estão ficando mais ricas. A grana que ia toda em CDs e DVDs está indo pra games. Eu já falo isso há um tempo pros meus amigos: os 150 reais que você gasta naquele FIFA 09 original rendem muito mais horas de entretenimento que 4 ou 5 bons CDs ou DVDs.
2 – A facilidade de comprar música no exterior acabou com o poder de barganha das gravadoras. Antes, você tinha que ficar à mercê de pagar absurdos preços dos discos importados. Nos últimos 10 anos, comprar disco lá fora ficou fácil e agora você pode correr atrás daquele disco por um preço muito mais justo. Amazon e eBay fazem a alegria de quem tem um gosto mais refinado que os das prateleiras das lojas de CDs, já em extinção.
3 – Novas formas de distribuição digital como mp3, e até mesmo o CD, que não degrada com o tempo da mesma forma que LPs ou fitas K7. Quantas e quantas vezes vimos no passado comerciais de coletâneas no melhor estilo “O Melhor de…”, seja de artistas, novelas ou épocas. Isto sempre fez sentido pois muita gente perdia suas mídias para o desgaste físico, mofo ou corrosão. Acabou-se um filão.
4 – A tecnologia e o computador pessoal tornaram muito mais fácil o processo de produção musical. Hoje é possível ter um aparato tecnológico para gravar música com uma qualidade impensável há 10 ou 15 anos atrás. Qualquer um pode ter um estúdio com qualidade profissional, e isto retirou grande parte do poder de barganha de uma gravadora, que tinha em seus pertences estúdios lendários que faziam toda a diferença no trabalho final de um artista.
5 – A Web permite hoje que você compre música de qualquer lugar, até mesmo direto do artista — meus últimos 3 discos de vinil eu comprei pagando pelo Paypal, direto na mão do produtor. Pirataria? Nem precisa dela. iTunes vende cada vez mais a cada ano que passa, sem ter que queimar uma gota de gasolina tranportando bolachas prateadas. Sem desperdiçar papel, tintas, caixas de acrílico. Você pegou o ponto aqui.
6 – O número de rádios e TVs online, provendo streaming para milhares de pessoas a todo instante. Hoje uma rádio como a Bassdrive tem muito mais audiência que estações de rádio do Rio de Janeiro ou São Paulo. É, ficou mais difícil da indústria do jabá controlar o que as pessoas vão ouvir. Hoje tem rádio pra todos os gostos, e serviços não páram de surgir, da já tradicional Last.FM aos Seeqpod, passando por Blip.FM e tantos outros novatos.
7 – Hoje existe uma penca de alternativas de entretenimento em sua casa. Computador, Internet, video game, celular são apenas alguns exemplos. Cada vez mais o tempo das pessoas para com a música vai diminuindo, afinal o dia só tem 24 horas. Há 15 ou 20 anos atrás, ir na casa de alguém escutar discos era uma atividade comum entre a garotada. Hoje isto não acontece sem pelo menos uma outra atividade primária envolvida, ccomo jogar Guitar Hero ou ir para um show ou balada.
8 – Finalmente, a indústria musical cedeu à pressão e deu um passo importante ao permitir que as pessoas comprem músicas no varejo, sem ter que cobrar o álbum inteiro. Isto foi algo que o consumidor exigis, mas que acabou sendo o grande e inevitável tiro no pé, diminuindo muito a margem de lucro das gravadoras. Quantas e quantas vezes comprou-se um álbum com 12 músicas só porque se queria apenas um ou duas? Comprar música a 1 dólar pelo iTunes faz com que a indústria da música ganhe alguns centavos em cima de um hit musical. Antes, ganhavam-se vários e vários dólares porque compravam-se uma dúzia de músicas por causa do mesmo hit.
Resumindo, Jens mostra que é senso comum que os executivos das gravadoras tentam culpar a pirataria pelo naufrágio em que estão vivendo, mas a verdade é que mesmo se ela não existisse, o modelo em que as gravadoras viveram até hoje não sobreviveria.
E é aqui que eu entro.
Nosso sistema econômico se baseia em escassez: as coisas são precificadas com base em qual raras e difíceis de obter elas são. Os avanços dos últimos 15 anos fizeram com que música ficasse mais acessível, fácil de produzir e abundante. Com isto, é lógico que os castelos de areia iriam desmoronar.
Hoje olho pro universo da produção musical independente, sobretudo da chamada “música eletrônica” (termo este que abomino mas sou obrigado a usar para me fazer compreendido). Música virou uma simples comodidade, a quantidade absurda de produções fez com que a qualidade média caísse, e não subisse pelo fato de termos uma diversidade maior.
E hoje o artista que quer ser bem sucedido precisa é aparecer mais, e não fazer música melhor. DJs obrigatoriamente têm que produzir música, mesmo pagando pra outros fazerem por ele. Festas só dão certo se vier aquele gringo famoso. E famoso, leia-se, um produtor musical com vários discos lançados, o que não necessariamente significa um DJ apto pra comandar uma pista — aliás, 99% destes apenas encaixa músicas uma na outra.
Equipamentos estão tornando a coisa mais fácil, e ao invés de esta comodidade ser usada para liberar a criatividade, estamos vendo cada vez mais pretensos imbecis que acham que jogar duas mp3 e deixar a máquina sincronizar batidas é discotecar.
Quem entende de música se desanima cada vez mais com o cenário brasileiro por ver como as coisas podem ser melhores lá fora. O cara que é apaixonado por música e que tem a coragem e as bolas pra movimentar essa indústria vai cada vez menos investindo o seu dinheiro nisto. Vide o caso dos games. Eu conheço uma pá de gente que depois de velha gasta muito (mas MUITO) mais dinheiro com videogames do que com música — eu incluso. Direito deles, eu sei. Mas tenho total certeza que estas pessoas gostariam de estar gastando com equipamento musical do que com gadgets, ou CDs do que com DVDs de games. Mesmo os piratas.
Enfim, tudo uma grande merda. Fato, queira você admitir ou não.
Qualquer que seja o seu gosto musical, você está fodido porque as próximas gerações não vão conseguir criar coisa melhor nascendo dentro de uma referência saturada como esta. Quem sabe estou sendo pessimista, tomara. Mas o Darwin dentro de mim fala mais alto e sabe muito bem como a evolução acontece.
Eu não tenho uma solução. Há dois anos atrás, você me pegaria em fóruns discutindo N idéias pra resolver isso ou aquilo. Hoje eu não tenho mais paciência. Foda-se. Gasto minha saliva e meus metacarpos produzindo a solução do meu mundinho pessoal, afinal é ele que dorme comigo todas as noites e atura minha rabugice.
Mas nunca se esqueça de ser autêntico consigo mesmo e não aplaudir putaria. Tente combinar o carisma de se divertir com qualquer coisa com um pouquinho de senso crítico. Ele é importante pra que os sem noção aprendam que o são — um bando de sem noção.
E procure comprar música de quem merece. Deixa um comentário no MySpace do cara, manda um e-mail, dá um ping e tenta comprar música direto da mão dele. É isso que faz a diferença pra quem faz as coisas por amor: receber um pouco de amor de volta.
21 comentários
Fabao
Eu diria que o grande problema da industria da musica eh ela mesma, o lance do Jaba, os albums com 2 hits no maximo e um monte de lado z, tudo isso fez com que a qualidade nem sempre seja observada.
Hoje eu nao vejo como a morte da industria, mas uma trasformaçao… o publico esta tendo toda info na sua tela de computador, estao tendo a chance de pegar suas musicas preferidas direto com o artista, os formatos fisicos estao com os dias contados!
existe uma saida para industria?
evidentemente sim!
imagine se uma major mudar seu foco e se tornar uma distribuidora de audio por unidade, se a mesma forçar o artista a melhorar a qualidade de seu produto e logico a internet e os computadores continuarem a invadir as casas dos consumidores.
acho que eh apenas uma nova forma de trabalhar, uma questao de adaptaçao, quem nao seguir esse caminho, fecha eh simples!
eh uma equaçao… publico mais informado + maior qualidade+artistas mais criativos = lucro!
muitos vao questionar, mas por que tem tanto lixo tocando nos meios de comunicaçao?
por que o povao ouve tanta coisa de baixa qualidade?
a resposta vem com outra pergunta… nao seriam os artistas que fazem essas musicas de baixa qualidade que dizem sofrer mais com a pirataria?
so um detalhe: aqui no Japao pirataria eh quase nula e vc quase nao baixa audio irregularmente, o mercado de singles eh gigantesco e vc compra cartoes do Itunes em lojas de conveniencia…
aqui E mule , soulseek e afins eh coisa de Brasileiro!
Muito bom o artigo, Dudu. Concordo que o assunto é complexo e não há soluções imediatas para a chamada crise da indústria fonográfica. Eu mesmo andava desanimado com a quantidade de lixo que surge a cada dia (e não tem jeito, acabamos ouvindo mesmo sem querer…). Porém, tem muita gente fazendo trabalhos de qualidade ao mesmo tempo que encontram uma forma de ser recompensado por isso, não apenas com uma palavra de apoio. Outro dia mesmo fui ao show do Songoro Cosongo aqui no Rio e os caras estavam vendendo o cd (bem produzido) por R$5,00 (mais barato que uma cerveja). A maioria lá dançou, curtiu, não comprou nada e se bobear, consumiu R$80,00. Para que eu vou comprar esse cd se posso pegar num rapidshare da vida? A questão tem um forte aspecto cultural, como bem disse o Fabao.
Ótima a matéria traduzida + sua colaboração! Como disse o MA aí em cima, neguinho gasta 80 contos na balada mas não quer pagar 5 pelo CD, porque a internet virou a Grande Cornucópia Mágica, onde tudo é de graça (ou pode vir a sê-lo): talvez seja o tesão da novidade (“oba, agora vale tudo!”) e que diminua com o tempo, talvez seja a Lei de Gérson (como cutucou o Fabão lá na terra de Hiroito: “é nosso, é nosso!”). Mas é ela, a Cornucópia que dá, dá, dá tudo o que a gente pedir, não tem limites para parar nem quer discutir a relação.
A questão dos games nunca havia me passado pela cabeça, mas faz todo sentido. Para mim música é necessidade vital e emocional, mas para a grande maioria das pessoas talvez seja um entretenimento cambiável por outros: se tiver cinema eu vou, balada eu tô, game eu me abduzo e no barzinho fico confuso.
E eu me atrevo a adicionar aqui uma “tese pessoal” meio longa (tenham paciência) que é a seguinte: com algumas excessões, a música popular no mundo todo deixou de se renovar pelo menos a partir da década de 80. Tudo de importante, criativo e belo foi feito até lá, depois começamos a reciclar e curtir revivals. O que isso significa? Que a música popular do século XX já se tornou uma forma de música clássica (não é à toa que as rádios inventaram o termo “classic rock”). E como toda música clássica, já não temos o desejo de superá-la, queremos que ela seja o que sempre foi, que permaneça idêntica à sua origem. Queremos ouvir o soul como ele é, o samba na raiz, a música cubana, o folk e o funk tocados como no inicio. E o que isso tem a ver com os games, o que? É que aí a música está perdendo o frescor que já teve, deixando de ser tão estimulante (culpa de nós, músicos). E os games estão abrindo novos territórios, criando novas referências culturais, deixando aquele adolescente pentelho vidradão, do mesmo jeito que eu ficava vidrado quando ia buscar aquele LP encomendado do exterior e que demorava 3 meses pra chegar aqui, e passava tardes e mais tardes ouvindo a mesma coisa sem parar.
Se a música hoje se engessou e os games falam, sim, com o espirito dos tempos, pobre de nós que precisamos respirar música para justificar nossa existência. Pobres mesmo.
@Marcos Azambuja:
Obrigado pelos elogios!
E não só concordo com a sua tese, como estou pra falar disso em breve. Semana passada rolou na coluna do Sérgio Motta na Folha um papo parecido sobre a saturação criativa da música. Não é a morte dela, mas o começo de um fim, e subsequente renascimento, espero.
Depois de muitos rumos com o Submusica, acho que a palavra de ordem é usarmos este canal chamado Internet pra levantar as vozes.
Cada bit conta.
Pedro Marques
Véio, ducaraio o artigo e os comentários. Faz uma cara que venho falando: tem música demais no mundo e isso tira o valor da dita como “commodity”, como se diz por aí. É teoria econômica pura. De qualquer forma, não sou TÃO pessimista quanto à falta de criatividade e tals – tem coisa rolando, só precisa fuçar. Mas isso é assunto pra outra hora ![]()
abração!
Concordo que a pirataria é uma quimera com a qual a indústria fonográfica tenta explicar (para si mesma talvez mais do que para os outros) a cova que ela mesmo cavou para si. O texto de Jens Roland é pertinente e vem reforçar tendências de consumo e comportamento já observadas por outros teóricos, como o insuperável Chris Anderson (editor-chefe da revista Wired) em sua teoria da Cauda Longa.
Até aí, acho lindo o seu texto! Já tenho mais dificuldade para digerir afirmações do tipo: “quem entende de música se desanima cada vez mais com o cenário brasileiro”, ou “qualquer que seja o seu gosto musical, você está fodido porque as próximas gerações não vão conseguir criar coisa melhor nascendo dentro de uma referência saturada como esta.”
Hmmm. Me reservo o direito de contestar essa versão um tanto obscurantista dos fatos! Posso afirmar, sem medo de errar, que minha pesquisa para o programa anglo-tupiniquim CAIPIRINHA APPRECIATION SOCIETY esbarra, todas as semanas, com vááários novos talentos musicais de encher a alma: por sua originalidade, ousadia e felicidade na reformulação de referências.
Não se tratam de “algumas exceções”. Ao contrário do que afirma um de seus leitores acima, dos anos 80 para cá, MUITA música interessante foi – e continua sendo! – produzida no Brasil. Desanimador é, em tempos de acesso ilimitado à informação, as pessoas continuarem entoando essa mesma ladainha de que “a música parou de se renovar”. Seus avós não diziam as mesma coisa sobre as músicas de que vocês gostam? Assim como os avós de Tom Zé? E os avós de Donga? De Villa Lobos? Quantas mortes anunciadas a “boa música” já teve? Na minha opinião, o óbito em questão aqui é o da curiosidade.
Qualquer que seja o seu gosto musical, você só “está fodido” se ainda esperar encontrar música bacana ou original na rádio. A internet tem – é verdade – a questão do excesso de ruído: muita coisa ruim misturada com as coisas legais. Mas aí tudo o que você precisa fazer é escolher os FILTROS que melhor reflitam suas preferências, e que façam essa triagem por você! O Submúsica é um, não é? Eu posso recomendar vááááários outros: bloggers, podcasters, compiladores e bons-samaritanos em geral, ocupados com o garimpo de pérolas que, num país como o Brasil, nunca, nunca vão deixar de existir.
Em tempo: sou super a favor de, como você propõe, usar a internet para “levantar as vozes”… É ótimo ver gente instigando debates, gerando esses brainstorms. Mas meu voto vai sempre para a postura proativa em todos os fóruns, acreditando na transformação, participando dela. Que tal deixarmos as saudades (dos anos 80 ou de qualquer outra década) e lamentações para os aposentados e reacionários que escrevem carta para jornal?
Saturação? Fim da criatividade? Estou com Pedro Marques e não abro: tem coisa rolando. Só não descobre quem não quer…
.
@Kika:
Excelente comentário, acho simplesmente ducaralho termos todo o tipo de opinião transitando por aqui, e preferencialmente não relegadas à caixinhas de comentários, mas com o devido destaque numa front page. Já deixo aqui aberto o convite, vi que você produz um podcast.
Tenha certeza que entendo perfeitamente como as minhas declarações podem soar aos ouvidos de quem não me conhece. Contexto é um negócio super problemático — ontem mesmo o John Battelle falou sobre esta questao de declarações e seus contextos. Claro, em outro contexto, o do universo de search (http://battellemedia.com/archives/004848.php).
Mesmo amigos de longa data como o Lucio K discordam do que eu disse, mas concordamos no ponto da lente: tudo vai depender da percepção e dos critérios de quem julga, coisas de cunho 100% pessoal e únicas.
Não sou tão velho, tenho apenas 33 anos, com a grande sorte de ter pego toda uma era de transformação musical. Sou apenas um hobbista, que já dançou e tocou de tudo um pouco e que percorreu muito, mas muito mesmo da cauda longa. Dos glitches aos hardcores, do jazz a bossa de barzinho, manguebit ao ska, do drum n’bass ao techno, house, funk carioca, até mesmo pop music e música regional.
Odeio (repito, ODEIO) ondas retrô. Torço o nariz pra electros e minimalismos tamanha é a sensação de já passou ao ouvir os timbres de 20 anos atrás feitos em guetos por idealistas em meio à segregação financeira e social sendo reciclados nas coxas sem acrescentar nenhum valor de produção. Perco oportunidades boas por conta disso, mas é o preço a se pagar.
Mas sorry, me refiro a originalidade. “New configuration, new riff and new structure”.
Originalidade é ineditismo, e isso vai depender muito da experiência pessoal de cada um. É complicado abalizar.
Continuo comprando música, gosto de muita coisa do que compro, mas é fato: as últimas coisas originais que ando escutando estao vindo lá da ponta da cauda longa do Chris Anderson, como dubstep or exemplo (com um potencial absurdamente desperdiçado na maior parte dos casos).
Mas acredite: que bom que discordamos!
“If everyone is thinking alike, then somebody isn’t thinking.”
- George Patton
Bom, é isso. Mais escritos virão e com certeza esse assunto vai voltar, e logo. Vai ser um debate divertido.
Um beijo, e fica aqui o convite, desde já.
A Thousand Eyes de Ryan Nethery é Printer #FAIL @ Submusica
[...] meio ao papo sobre originalidade musical, falha épica do mais original drum & bass da [...]
Oba, o papo aqui tá de alto nivel! @ Kika: eu já havia topado com o CAS antes, mas faz tempo que não dava uma passada por lá. Parabéns pelo trabalho!
Sobre o que escrevi acima, vou pentelhar vocês mais um pouco e me alongar pra valer (desculpe, Dudu, mas vou fugir um pouco da idéia inicial do post – it’s beyond my control…). Quando falei que a música popular parou de se renovar, mundialmente, dos anos 80 pra cá, não estava me referindo às criatividades e talentos de cantores, compositores e instrumentistas. Gente nova, talentosa e musical tem aos montes, e sempre terá, grazie a dio! Estou falando dos GÊNEROS MUSICAIS (talvez eu não tenha sido explicito quanto a isso) e à forma como se faz música. Digo que os gêneros desenvolvidos no século passado já amadureceram e se cristalizaram. Tornaram-se clássicos, assim como um minueto barroco ou uma sonata romântica são formas/gêneros musicais clássicos. E o que significa ser clássico? Significa ter uma estrutura musical perfeitamente reconhecível por todos, estandartizada a ponto de ter se transformado em uma tradição. E, com a tradição, tem menos gente disposta a mexer e mais gente a fim de seguir e homenagear. Só pra me posicionar, isso não é ruim; ruim é quando o músico não sabe criar boa música a partir daquilo que já conhece.
Exemplos são necessários, mas tentarei não fazer juizo de valor:
Primeiro o onipresente rock. Já são 60 anos e o trio continua tocando: guitarra, baixo e bateria. 60 anos com a mesma formação, um piano ou teclado entrando no meio, o vocal por cima, metais salpicando junto, mas sempre a mesma fórmula instrumental. Entre outras coisas, é disso que eu falava quando comentei que a música está perdendo o frescor e deixando de ser estimulante. E cedendo espaço a outras novidades de entretenimento não-musical, como levantou o artigo de Jens Roland.
O rock que se faz hoje (e desde os ‘80) vem da tradição roqueira dos anos 50 aos 70. Franz Ferdinand, MGMT, The Shins ou Strokes conversam com aquela época. White Stripes é ótimo, mas é Jimi Hendrix com AC/DC. O atual indie rock bebe e busca explicitar as influências do psicodelismo e do folk. Às vezes aparece uma intervenção eletrônica no meio, mas nada é inovador na linguagem – pode ser bom, mas não é inovador. O desejo que eu enxergo nessas bandas é o de criar boas canções pop, com melodias que colem no ouvido. Coldplay é pop, chicletão. É a mesma “vontade de atingir a canção pop perfeita” que enxergo no boom de cantoras pop/rock que surgiram nos últimos 3 anos, Lilly Allen, Feist, Regina Spektor, Kate Nash… Ok, elas são popzão, então voltemos ao rock: por exemplo no Brasil dos anos 80, Legião Urbana, Plebe Rude, Capital Inicial, Titãs, todos esses grupos vieram do punk de 10 anos antes, de Ramones a The Clash. O Ira até tem uma música chamada “Ninguém entende um Mod”, explicitando sua admiração pelo rock inglês dos anos 60. Pulando pra hoje: Little Joy é descaradamente surf music dos 60. E falando no pop/rock carioca, este se espelha fortemente em seu estandarte Los Hermanos, que por sua vez nunca pretendeu ser inovador – pelo contrário, sempre buscaram uma comunicação fácil e despretensiosa.
Mais rock: o grunge dos anos 90 é um punk com melodias assobiáveis, mais FM, mais MTV. Nirvana é o melhor exemplo: as composições de Kurt Cobain são totalmente pop (digo a porção música, já que as letras depressivas não são exatamente o que as majors apontariam como hit). Contemporâneo, o Brit Pop foi ainda mais explícito em seu cortejo ao sucesso radiofônico, e são bem nítidas suas influências do rock de décadas anteriores. Até tentaram vender Oasis como os novos Beatles, mas um raio não cai duas vezes no mesmo lugar. A última inovação que eu vi na linguagem do rock foi com o Police na virada dos 70 pros 80, especificamente com a guitarra de Andy Summers: de The Edge a Johnny Marr, da New Wave ao gótico/dark, todos os guitarristas começaram a copiar os timbres (muitos efeitos) e o conceito econômico de Andy.
Chega de rock, vamos pro samba, um gênero super tradicional. Olha só: até o pagode FM que encheu nosso saco nos últimos 15 anos é na verdade o velho partido alto com “roupagem” limpinha (roupagem mesmo, embalagem, apresentação visual, nada a ver com o que se ouve mas com o que se olha na TV). E esse tal partido alto? De verdade, du bão: Nei Lopes, Martinho da Vila, Lecy Brandão, Zeca Pagodinho e seu cavaquinista Dudu Nobre… Esse pessoal segue as direrizes do gênero, com letras divertidas (obrigação nesse tipo de samba) e boas melodias. E aí, olha só: as melhores melodias são aquelas que se encaixam exatamente em toda a tradição sambistica. Melodias que poderiam ter sido criadas 40, 50 anos atrás. Ou então o macarrônico Kiko Dinucci (ó lá o seu podcast de 28/jan!) e seu outro trabalho, o ótimo Duo Moviola: é explícita sua veneração à tradição do cancioneiro do samba, mesmo nas experiências mais MPB/crossover do Bando.
Axé music (que saco!) é o samba de roda do recôncavo baiano, colocado no alto de um trio elétrico, com uma instrumentação mais pop (guitarras e teclados) e um bumbo em compasso 1/4 (igual à house music, que por sua vez surgiu da disco music setentista).
De volta à música americana: o soul e seu irmão mais novo, o funk, são outro exemplo de estilos musicais com influência tão poderosa que até hoje dominam a música negra norte-americana: o R’n'B chupa da Motown a intenção de suas baladas, e o “estilo gospel” de cantar – poderoso, privilegiando a potência vocal e os vibratos no agudo – acabou virando praga (e olha que eu adoro os timbres dos cantores dessa tradição). Instrumentalmente, a música black dos 60/70 nos deu uma coisa maravilhosa: o groove. Toda a idéia por trás do groove é encontrar um desenho do baixo+guitarra+bateria+clavinete que seja tão bom que não deixe ninguém parado. Quando aparece um Funk Como Le Gusta, a intenção é prestar homenagem às matrizes do black americano. Amy Winehouse? Mais “de raiz” impossivel, até foi gravar nos recém-assaltados estúdios da Daptone Records com sua totalidade de equipamentos analógicos (outra veneração a sonoridades passadas).
E quer estilos mais conservadores e no entanto ainda com fôlego do que a bossa nova, o choro e o jazz (na verdade seus paradigmas be bop e hard bop)? Bossa nova fez 50, jazz 70 e choro 100 anos (até mais), mas são gêneros que ainda aglutinam músicos jovens pelo mundo todo.
Agora, as exceções: a música de sampler. Hip hop e “música eletrônica” (D’n'B, tecno, trip hop, trance…). O Dudu pode se aprofundar melhor do que eu, é mais a praia dele. Mas sei o quanto a chegada dos samplers quebrou vários paradigmas sobre como fazer música. 1º, deu ferramentas de criação a quem não tinha destreza na execução de algum instrumento; 2º, exacerbou o uso de sons do passado (aí é onde o sampler se mostra tradicional – bem, não o sampler, mas quem o utiliza); 3º, elevou o loop à condição de protagonista da criação, derrubando a exigência de “mais informação” na confecção de uma música; 4º, como consequência disso tudo a música eletrônica passou uns bons anos desprezando a existência da melodia: desde “Pump Up The Volume” os DJs se viram bem à vontade para criar peças dançantes baseadas apenas no acompanhamento instrumental, em colagens e ruidos – a inspiração de inúmeros compositores da vanguarda erudita, como Edgar Varése e Karlheinz Stockhausen. Hoje, o sampler e o digital estão por toda parte. E, mesmo se você vai fazer um som acústico, a possibilidade de edição em um Logic ou Pro Tools multiplicam as possibilidades de trabalho dentro de um estúdio.
Dá pra falar mais umas 3 horas sobre tudo isso, mas já tomei tempo demais de vocês! (caraca…)
Saudosismo eu tenho sim, mas não da música que se produzia antes, e sim da FORMA COMO A USUFRUÍAMOS. Da paixão que existia em correr atrás de um LP raro, de uma partitura dificil de ser encontrada, de um K7 com aquela gravação pirata que só circulava de mão em mão… Hoje em dia tudo é mais fácil, tudo está à mão. E isso tira um pouco do gosto pela coisa. Todo saudosismo começa com “hoje em dia…”, e eu não pude ser exceção. Mas olha só: acabou de sair aqui de casa uma amiga bem mais jovem, e ela disse que o último CD que comprou foi aos 13 anos. E que, pra ela, usufruir música de verdade é pelo iPod e via streaming, por causa da comodidade. Vê só? Tô velho mesmo…
cvr dos santos
salve dudu!!!
salve jens!!!
salve kika!!!
sempre q scuto alguém falando q a música de verdade morreu ou acabou a criatividade dos compositores…ou q todas as múscas são cópias das q existiam …fico pensando “de onde vem essa pessoa?”…pois moro em um estado em q a maior caracteristica q temos é a diversidade cultural…inclua-se a música e a dança…o estado q me reporto é o PARÁ…existe várias pesquisas sobre música na região q comprovam a variedade e diversidade musical de nosso estado…carimbó, lundú, camelu, xote bragantino, samba-de-cacete, banguê, mazurka, contra-dança, marambiré….e-musica paraense TECNO-BREGA….(a qualidade das mesmas vai de qem as consomem, pois existem sambas e sambas, existem modas de violas e modas de viola…assim por diante…o filtro é de qem encontra ou busca tal qalidade); elas são exemlos do q estou falando…se a gente reportar pra região NE do país é mais uma enxurrada de sonoridades…então dizer q a criatividade dos músicos acabou é de pura falta de vontade de ver a própria realidade em q vive….os tantos compositores é q n sua maioria aina não encontraram a internet para mostrar o seu som…concordo q os suportes de mídias são outros… q a tecnologia fez o distante ficarperto ao alcance de uma teclado de um pc…qando eu qero o último lançamento em dvd ou cd eu não tenho mais as lojas ou locadoras …tenho em uma feira (feira da 8 de maio em icoaraci, distrito de belém do pará) as q eu chamo de CYBER CARROÇAS…POIS LÁ TeM OS ÚLTIMOS LANÇAmENTOS ..OU OS Q ESTÃO FORA DE CATALAGO as quais eu pago R1,50 para obter os lançamentos e afins…se isso é errado não sou eu q fará esse juízo…só sei dizer q é real e q está a disposição de qalqer um q tenha essa qantia…é um novo mercado q surgiu no meio do caos urbano…
não compro mais cd’s ou dvd’s originais pois não stão a disposição em lojas uo melhor não existem mais lojas…comprar pela internet pra mim é um luo não pago pois não tenho cartão de crédito ou conta bancária…e meu nome está SPC (ufa ! ainda bem)…tenho q negar esse mercado…essa forma de obter o meu fetiche q é a música?
salve a suécia por possuir um partido pirata o qal já possui 2% do eleitorado local partido da organização pirata OPP / POP (fone: gilberto gil Fonte: http://terramagazine.terra.com.br)!!!
sonora iqoaraci / MMIX
cvr dos santos
IA ME ESQCENDO DA GUITARRADA…DOS MESTRES DA GUITARRADA Q RESPIRARAM FUNDO NA S GUITARRAS LIMPAS DO ROCK N ROLL 50’s E NOS SONS CARIMBENHOS!!!
SALVE MESTRE VIERA, MESTRE CURICA, MESTE ALDO SENA….OS MAIS RECENTES…LA PUPUÑA…CABURÉ…PIO LOBATO EO SUPOSTO PROJETO….TODOS PARAENSES…
AINDA TEM ACADEMIA NA BERLINDA…NERVOSO…AUTORORAMAS….TODOS BEBENDO NA FONTE PARAENSE DA GUITARRADA….
cvr dos santos
MAIS LENHA NESSA FOGUEIRA….
http://profjoaomaria.spaceblog.com.br/122757/Etimologia-descubra-a-origem-de-gratis/
A língua ensina que do outro lado do balcão há sempre uma pessoa que
deve se sentir grata
Estou curtindo demais os comentários. O Marcos Azambuja ajudou a explicar um pouco mais sobre o que estava querendo dizer.
Agora, no geral, queria propor um exercício aos próximos comentaristas:
Está rolando uma tendência de um conceito pré-estabelecido que a pessoa que reclama de originalidade é porque não pesquisou direito, é saudosista, ou até mesmo — sendo provocativo — bitolada.
Que tal deixarmos a desconfiança de lado e partir do pressuposto que a pessoa que diz isso já pesquisou, já tem muitos anos de Internet e já vivenciou bastante coisa no mundo da música?
Que tal darmos crédito um pouco, e ao invés disso, questionar um pouco mais o que a pessoa anda ouvindo ao invés da pessoa? Colocar exemplos práticos, apresentar novas coisas.
Se formos partir pra linha de tentar julgar a pessoa pelo que ela disse, vamos transformar isto aqui num poço de pré conceitos. Vamos ter que ficar postando curriculums vitae descrevendo o passado musical de cada um. Vai ficar egocêntrico e chato.
Só pra fechar: originalidade e qualidade sao coisas bem diferentes, distintas. Uma música pode ser muito foda mas ser uma chupação descarada de outra antiga. E outra pode ser completamente de outro mundo, mas ser uma merda de mal feita.
Entendem a diferença?
Que prossiga a discussão!
cvr dos santos
A ORIGEO sentido adorável de grátis nunca saiu de moda, mas, poucos anos
atrás, quem teria sido capaz de prever que a internet transformaria a
palavra em carro-chefe? Bem,um etimologista louco teria.
Palavrinha adorável, “grátis” nunca saiu de moda, mas alguns anos
atrás pouca gente teria sido capaz de prever que a internet a
transformaria em carro-chefe. Mera – e antiga, já registrada em 1502 –
transposição para o português do latim gratis, é derivada do adjetivo
latino gratus, que tem sentido ativo (“que agrada, que delicia”) e
passivo (“agradecido, reconhecido”). A gratuidade traz do berço,
portanto, a idéia de que aquilo que é oferecido livre de custo busca
agradar, é um favor, geralmente em reconhecimento ao valor de alguém.
O que significa dizer que, do outro lado do balcão, de frente para o
grátis, existe sempre uma pessoa que deve se sentir grata.
A ambivalência ativo-passivo se transmitiu a outros termos da família.
Olhando bem, é possível ver a presença do mesmo “grat” latino na
gratificação e no agradecimento, ou seja, dando conta tanto do que
agrada quanto de quem, sendo agraciado, demonstra gratidão. Engraçado?
Juro que esse grande congraçamento de palavras aparentadas, talvez
gracioso para uns, mas certamente uma desgraça de etimologista doido
para outros, não está aqui gratuitamente, só para fazer graça.
As palavras grifadas no parágrafo anterior – algumas, como “grátis”,
vindas diretamente do latim, enquanto outras se formaram no português
com base na matriz latina a partir do século 15 – traduzem a
complexidade das relações envolvidas na idéia de gratuidade. Apesar de
sua força poética, free, vocábulo inglês que quer dizer livre e também
grátis, isto é, livre de custos, não traduz imediatamente essas
relações. E são elas, com menos ênfase na idéia de favor e mais na de
reconhecimento, que tornam possível a previsão de Chris Anderson, da
revista Wired, sobre o futuro gratuito – para o consumidor final,
enquanto o dinheiro corre solto por outros fios da rede – da economia
digital.
Sérgio Rodrigues,
escritor e jornalista
Extraído da revistadasemana.com.br. Acesso em 14-04-08.
http://profjoaomaria.spaceblog.com.br/122757/Etimologia-descubra-a-origem-de-gratis/
Rá rá rá, virei o “painho do conservadorismo”, essa é foda! E depois vão pensar que eu apoio as majors… Logo eu, que baixei pelo Som Barato, adivinha o quê?, o album “Música Magnata – Mestres da Guitarrada”, trabalho genial que o pessoal do Nação Zumbi e do Mundo Livre S.A. ajudou a acontecer. Pará de grátis aqui em São Paulo, com escala em Pernambuco!
Confesso que fui um pé no saco com essa resposta quilométrica (sorry, Dudu!), mas o essencial está no inicio: “Quando falei que a música popular parou de se renovar, mundialmente, dos anos 80 pra cá, não estava me referindo às criatividades e talentos de cantores, compositores e instrumentistas. Gente nova, talentosa e musical tem aos montes, e sempre terá(…)”. Estou me referindo às linguagens musicais, às suas estruturas e influências. @CVR: é óbvio que você conhece muitissimo mais de música do norte do Brasil do que eu, e eu agradeço as dicas do carimbó, lundú, camelu, xote bragantino, samba-de-cacete, banguê, mazurka, contra-dança, marambiré. Não conheço toooodos esses gêneros (só o carimbó e o lundu), mas do que conheço, não são justamente estilos tradicionais? Ou estou falando besteira?
E como você próprio falou: os “MESTRES DA GUITARRADA Q RESPIRARAM FUNDO NAS GUITARRAS LIMPAS DO ROCK N ROLL 50’s E NOS SONS CARIBENHOS(…)”, é exatamente isso que eu escrevi, que o rock dos ‘50 aos ‘70 é uma influência gigantesca sobre todos nós. E que não tem nada de errado nisso, nem tira o mérito do talento da galera de agora.
E vou calar a boca, senão isso vira monólogo!
Que isso, Marcos. Eu tô curtindo de montão. A casa é de todos, e adoraria que você mandasse posts no Submusica quando estiver na pilha.
BTW, o que aconteceu com o Update Or Die? Vi que está fora do ar, fiquei :-O
Ups! Acho que contribuí para que esse debate acabasse descanbando para longe da publicação original! Apóio a moção de levá-lo para um espaço mais apropriado. Escrivinhe, Dudu, escrivinhe! Depois vou lá jogar idéias no ventilador.
A propósito: seu convite é para que eu participe como colaboradora do Submúsica? Seria uma honra, mas… Me sinto um pouco “out of my depth” quando o assunto é – a-hem – “música eletrônica”, gênero mais recorrente por aqui. Não disponho do conhecimento ou do vocabulário necessário. Mas posso botar lenha na discussão sobre a exigência de “ineditismo” na música em geral… Vale?
Kika, não necessariamente, o site é sobre música, preferencialmente alternativa — daí o Sub, com conotação de subterrâneo. Já tivemos de tudo por aqui nestes 5 anos de site. Eu prefiro cobrir ritmos os quais tenho maior entendimento, afinidade e, mais importante, algum pouco talento.
Aliás o meu podcast favorito do Submusica até hoje foi o “Pagode Russo”, com várias interpretações das músicas do mestre Luiz Gonzaga por diversos artistas ao redor do mundo. O Carlos resolveu alçar carreira solo, e para não criarmos problemas de duplicação de conteúdo (falamos aqui de SEO), hoje o podcast se encontra aqui: http://www.impop.com.br/2008/06/20/a-fogueira-de-gonzagao-funde-os-sons-do-mundo — recomendo conferir.
Temos colaborações especializadas em música brasileira pelas mão do Lucio K, ou de música eclética e black, como o Tahira. Um dos nossos podcasts mais populares é o Centopéia Manca, totalmente voltado pro ragga e dub, e o Deeper, do MA, está cada vez mais jazz.
O espaço e o convite estão abertos, se achar que vale a pena, faça a diferença!
Oi Dudu,
pois é, o UpdateOrDie tá com esse problema de servidor já fazem duas semanas, saiu e voltou umas 3 vezes. Acho que agora trocaram o servidor. Hoje de manhã tá funcionando, mas nem todos os posts antigos foram carregados.
Sobre seu convite, faço minhas as palavras da Kika: pra mim o Sub sempre foi sinônimo de música eletrônica, que eu ouço e curto, mas não me sinto muito apto a falar sobre. Tudo bem que eu não sou especialista em nada, sou um generalista, mesmo. Ó: de vez em quando posso enviar alguma coisa, assim por debaixo da porta…
Se os colegas gostarem, tá posto!
Dudu, como sempre muito feliz nas matérias. Parabéns.
A mùsica tá aí! Agora o lance é garimpar….. para o lixo o que é lixo e o que é bom temos o dever sim de valorizar.
Não me arrependo de continuar comprando meus disquinhos. Minha parte vou fazendo.
e tenho dito!
um abraço.





















Arregaçou Dudu! Hoje em dia eu continuo comprando meus discos, mas com um filtro bem maior, só aqueles que eu realmente gosto e que por consequência o artista mereça. Para música digital o mesmo. Oa artigos desse cara são muito bons, já coloquei nos favoritos. E o piratebay, onde vai dar isso?