Este mês tem uma entrevista na revista Wired, com Doug Morris, CEO da Universal Music, 68 anos (!). E deixa bem clara a cabeça-dinossauro de quem comandou o mundo da música estes anos todos.
Morris admitiu que quando do lançamento dos Napsters, eles não sabiam o que fazer, não entendiam nada de tecnologia, e que nem tentaram contratar ninguém pra resolver o problema. Queixa-se que agora ele tem que ficar se preocupando com um monte de coisas como distribuição digital. Ele, que chamou usuários do iPod de ladrões, está dando músicas de graça no novo projeto da Universal.
Ou seja: frente às novidades do mundo digital, a postura das majors foi um belo “não sei como isso funciona, não quero saber e nem vou procurar saber. La la la la, não estou ouvindo nada, la la la la!”.
A entrevista mal chegou às bancas, e temos mais uma pedrada: Edgard Bronfman Jr, CEO da Warner Music, comentou os últimos resultados financeiros.
Resumindo, a Warner não é mais uma empresa de discos, e sim de conteúdo baseado em música. Sua vaca leiteira (os CDs) dá cada vez menos leite, e ela não está conseguindo suprir essa carência. Os ganhos da Warner caíram 60%, e agora são apenas 5 milhões de dólares. Isso porquê ela vendeu um total de 900 milhões, ou seja, ela está com uma margem de lucro de 0,5% — até o jornaleiro da esquina da minha casa vende jujubas com mais competência. As vendas digitais aumentaram em 25%, mas isso equivale a 15% do negócio total da empresa - a mesma proporção do ano passado.
Adiantou processar, travar cópias de CDs, colocar DRM, rootkits, aumentar o preço do CD, alimentar ainda mais a indústria do jabá, e lançar artistas toscos e de apelo popular?
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4 comentários para "Warner Music: “Estamos totalmente ferrados”"
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Pedro Marques disse em 01/12/2007:
Engraçado, não sei o porquê, mas aquela imagem da cancela não me sai da cabeça! hahahahaha
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Tilda disse em 04/12/2007:
Pedro Marques disse:
Engraçado, não sei o porquê, mas aquela imagem da cancela não me sai da cabeça! hahahahaha
hahahahahah
é isso mesmo, pedro. nem da minha.
qqer barreira q criarem será ridícula. -
Iznup disse em 15/01/2008:
Acabei de ler pela Reuters que a EMI planeja manda 2mil embora, tá feia a coisa mesmo…
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Renato Siqueira disse em 06/02/2008:
Vou dar a minha opinião, mesmo que ela não seja “socialmente” correta…
Vocês sabem quantos porcento de um cd vendido ganha o artista? Eles ganham em média R$1,00 por CD… Isso os “Top de linha”…
Maiores informações nos links abaixo…http://www.htforum.com/vb/archive/index.php/t-15992.html
http://forum.cifraclub.terra.com.br/forum/9/94603/
http://retratos.uniblog.com.br/82173/grandes-empresas-pequenos-negocios—riaa.html
=-=-=-=-=-=-=-=-=Aí eu pergunto aos colegas: E onde foram parar os outros R$28,99??? Veja bem, não estou defendendo o roubo da música, mas eu acho que os artistas tinham que dar seu grito de liberdade e começar a fazer igual o GoG fez: Gostou do meu trabalho, então me dá uma moral…
EU baixei o CD, a capa, montei tudinho, fiquei feliz e fiz uma doação muito melhor do que os míseros R$1,00 que eles ganhariam da gravadora… Negócio bom pra todo mundo, menos pras gravadoras sangue-sugas…
http://www.submusica.com/2008/01/28/gog-hip-hop-de-autor-que-nao-tem-preco/E tem muita gente que já se ligou que “fechar” com as gravadoras, ou tê-las penduradas na “sua jugular 24×7x365″ é um péssimo negócio…
Veja só:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG64816-6011,00.htmlNa minha opinião, uma coisa é ter uma parceria bacana para o músico e para a gravadora, onde todo mundo ganha bem e fica feliz… Outra coisa é a putaria que vem acontecendo a anos, com as gravadoras massacrando os músicos e chutando para fora do mercado aquilo que ELES acham que não vende…
Eu fico extasiado em ver o castelo de cartas das gravadoras desabar… É o justo e merecido castigo pelas centenas, talvez milhares de talentos verdadeiros que eles abortaram, simplesmente por achar que não seria “vendável”…
Que a internet e o tempo se encarreguem de fazer a justiça…
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