Um dos DJs mais importantes da House Music finalmente se apresentou por aqui, na festa Kza do competente Marquinhos Mesquita. Como era de se esperar, em um mix repleto de sons finos, Mark Farina não decepcionou quem aguardava por uma aula de repertório e técnica.Quer ler um pouco mais sobre o DJ? Veja este post aqui.
Em sua terceira vinda ao Brasil, o DJ pela primeira vez pousou (talvez esteja sendo inspirado pelo seu disco Air Farina) em terras cariocas, sem caos aéreo ou atrasos. Eu, representando o Submusica.com, fui lá no 00 conferir a disputada apresentação do legítimo representante da House Music vinda da nave mãe da batida 4×4, a cidade de Chicago.
O problema, contudo, foram parte dos passageiros desta viagem, que provavelmente nem sabiam aonde estavam. Leia a matéria e entenda o que aconteceu na noite chuvosa deste 15 de novembro de 2007, onde até a falta de luz ameaçou o brilho da apresentação do DJ.
Ao contrário do que muitos podem pensar, conheci o DJ Mark Farina não pela sua House Music, mas sim pela série Mushroom Jazz, numa dessas buscas por sons mais calmos e com riqueza de elementos. Daí, para a minha grata surpresa, vi que estava diante de um dos melhores DJs da atualidade, independentemente do estilo que toca. Em 2004, quando veio ao Brasil para a apresentação no Skol Beats, estive lá, na tenda de House, onde seu set injustamente começou às 18 horas, um horário pouco digno a uma autoridade no que faz.
Apesar disto, não faltaram elogios ao set de Farina naquela edição do SB. Com um som fino, groove e até um tempero deep, o cara mostrou para os que chegaram cedo, um dos melhores sets da história do evento (e não somente eu pensa desta forma). Depois disso, comecei a procurar tudo que podia sobre o trabalho dele pela Internet, quer fosse em mixes gravados em rádio ou até mesmo em apresentações espalhadas pelo mundo.

DJ Mark Farina se apresentando no 00 - festa Kza - Rio de Janeiro
Encostado num canto (já que o espaço era pequeno pra dançar), mas perto das caixas, vi o mestre tocar muitas faixas fodas, que um dia gostaria de saber os nomes. Mas, destaco o belo remix da música de Chris Isaac, Year of the cat, uma versão surpreendente do Manu Chao Bongo Bong e a Dream Machine, produção do próprio DJ Mark Farina. Aliás, ele sempre coloca alguma velharia em seus mixes, o que torna a pista muito divertida. Lembro-me que no Skol Beats de 2004, a idosa da vez foi a PYT do Michael Jackson. A minha alegria em ouvir um set bem tocado, construído, onde existia uma história a ser contada por um excelente artista renovou minhas esperanças de que a criatividade e a competência não se esgotaram com os lixos produzidos atualmente (em todos os estilos).
Público infelizmente não ajuda
É triste, mas não tenho como apenas rasgar elogios à festa. Infelizmente (e já esperava por isso), o evento foi mais um daqueles chatos e hypados. Era evidente que boa parte das pessoas que estavam ali e que tinham 50 reais pra pagar só pra pisar na pista não estavam nem aí pra quem tocava. O velho comportamento u-hus, grudado nessa praga de pseudo-festeiros que adoram música eletrônica (mas nem sabem o que é isso) e furam fila na hora de pagar pq são influentes e importantes por pouco não estragou a festa. Faltaram apenas os pirulitos na boca e os óculos escuros, fazendo aquela pose: ah! como eu sou porra louca! Contudo, aprendi a abstrair, pois há noites em que vale a pena você focar no que realmente importa. E ontem, era um dos melhores DJs do mundo se apresentando. Como diz a propaganda, não tem preço.

Seus sets são sempre marcados pela House Music fina e de excelente gosto
Além disso, o 00 não tem estrutura (aliás, nunca teve) para receber um número elevado de pessoas com convidados de peso. Fico imaginando se não fosse numa quinta-feira início de um feriadão de 6 dias e sem chuva. Considero a casa uma das melhores do Rio: bonita, boa comida, bom serviço de bar, mas lá não é um club. O som é ruim, não há iluminação (podem ver a escuridão do vídeo que fiz do Mark Farina) e fica um certo constrangimento de ver um top DJ mundial morrer de calor porque o sistema de condicionamento de ar não dá vazão. Mas, como a maioria das pessoas não liga pra isso, a casa continua a ser uma das opções para quem quer sair de noite no Rio.
Como presente àqueles que frequentam e gostam do nosso Submusica, seguem abaixo dois pequenos vídeos do Mark Farina (trabalhei um pouco as imagens pois estava muito escuro no local, peço desculpas…) com o som e o groove únicos. Aos que não foram, não percam as futuras apresentações dele aqui no Brasil. É a certeza de ter um encontro verdadeiro com quem sabe o que faz e o que toca.
Tags: 00, air farina, Deep House, house music, kza, mark farina, marquinhos mesquita, rio de janeiro
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7 comentários para "A máquina dos sonhos da house music: vídeo do Mark Farina no Rio"
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Media Districts Entertainment Blog » A máquina dos sonhos da house music: vídeo do Mark Farina no Rio disse em 16/11/2007:
[...] Submusica - Música, Tecnologia, Internet e Comportamento placed an interesting blog post on A máquina dos sonhos da house music: vÃdeo do Mark Farina no RioHere’s a brief overview [...]
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Palestina disse em 18/11/2007:
Mark Farina é realmente um marco, agora quanto ao público é complicado. Veja bem, no Brasil existem poucas pessoas apreciadoras de música eletrônica, gente que se preocupa pelo menos em saber a diferença entre os estilos. As casas especializadas são muitas vezes elitistas e acabam atraíndo um público desagradável mas é a única estratégia possível para tornar viável o funcionamento. Aqui na minha cidade, Belo Horizonte, existem umas 2 casas só onde o som é estritamente eletrônico, mas são casas pequenas, com som ruim e iluminação banal. C’est la vie.
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MA disse em 18/11/2007:
Palestina disse:
Mark Farina é realmente um marco, agora quanto ao público é complicado. Veja bem, no Brasil existem poucas pessoas apreciadoras de música eletrônica, gente que se preocupa pelo menos em saber a diferença entre os estilos. As casas especializadas são muitas vezes elitistas e acabam atraíndo um público desagradável mas é a única estratégia possível para tornar viável o funcionamento. Aqui na minha cidade, Belo Horizonte, existem umas 2 casas só onde o som é estritamente eletrônico, mas são casas pequenas, com som ruim e iluminação banal. C’est la vie.
É verdade, concordo contigo. Infelizmente não podemos viver num romantismo musical, né? As casas noturnas têm despesas e precisam pagar suas contas (imagina quanto não deve ter sido o cachê dele pra tocar lá). Por isso que hj em dia eu abstraio e curto o artista independentemente de quem está no local.
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Rafael disse em 19/11/2007:
Concordo muito com Plaestina nesse aspecto, mas acho que não só no Brasil mas na maior parte do mundo, sempre vai haver e muito, gente que não conhece nada de música eletrônica. Seria um estado utópico uma casa noturna onde só haja galera gente boa que sabe o que tá ouvindo e o que tá acontecendo.
Bom, de qualquer forma acho que também não podemos esperar que só pessoas que você tem afinidade ideológica ou que conheça de música vá a esses lugares, penso que a música tem que ser aberta a todos, para aqueles que sabem do que se trata e também para aqueles que vão somente para se divertir. Quem sabe eles não se interessam pela música eletrônica e suas vertentes e procurem se informar mais sobre o que eles estão ouvindo?
E por último, sobre Belo Horizonte, belzonte, beagá, curral del rey…. aqui é uma roça!! Também sou mineiro da capital, e é no minimo deprimente a cena aqui. Além de todos os esteriótipos baratos, tudo aqui quando se trata da cena eletrônica é precário. E olha que tem melhorado muito, hein? -
MA apresenta Podcast Deeper! de novembro/2007 @ Submusica disse em 01/12/2007:
[...] nesta edição, temos o DJ Mark Farina, que recentemente esteve por aqui e algumas faixas da excelente coletânea Ministry of Sound Chillout [...]
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Andres Cervero disse em 10/12/2007:
I am a House DJ from England currently staying in Flamengo, Rio De Janeiro.
I will be in Rio untill the end of May 2008, I have a bag of records with me and I´m dying to have play.
I am yet to find a good club playing House, all I seem to find is Foho? and Funky?
Please help, anyone, even if you can just recomend some good spots in Rio.
Muito obrigado my carioca friendsDJ Andres Cervero
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Dudu P disse em 11/12/2007:
Hi, Andres! Thanks for dropping by!
I’m actually living in São Paulo on the last 2 years, but I’m from Rio and I can point some places and introduce you to some friends which are house DJs also and live there. Feel free to drop me a line on dudup@submusica.com
Cheers!
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