Submusica 2.0

Duelo de controladores: Vestax VCI-100 versus M-Audio Xponent Ultimamente não tenho escrito muito aqui no Submusica. Estou de férias cuidando de assuntos pessoais, mas fazendo um dos comparativos mais esperados: o duelo entre os melhores controladores midi do mercado, o Vestax VCI-100, que já analisei aqui, e o M-Audio Xponent, que recebi pela DJ Ban, loja de São Paulo especializada em equipamentos e cursos para DJs e produtores.

Seria complicado dar um veredito agora. Afinal, já estou com o VCI-100 em mãos há muito tempo, e domino o Traktor há quase 10 anos. Falta debruçar mais sobre o Xponent e o software Torq. Mas já rola tirar algumas conclusões interessantes. Se você está em dúvidas sobre qual controlador comprar, este artigo é pra você.

Controladores midi: o que são, e o que esperar de um

Antes de começar: já falamos aqui no Submusica sobre os diversos tipos de controladores midi voltados pra DJs que começaram a pipocar no mercado de equipamentos neste ano de 2007. Se você chegou por aqui sem saber do que se trata, recomendo ler o artigo Midi, a revolução sem volta, e também a parte 2 do mesmo artigo.

De todos os controladores apresentados até o momento, o M-Audio Xponent é o mais completo, o mais caro e também o mais promissor. Afinal, trata-se da M-Audio, um dos maiores fabricantes de controladores midi do mercado, uma verdadeira pioneira no assunto. Além de possuir muitos controles, é um dos poucos que oferecem áudio integrado e um software completamente pensado nele. Mais que isso, a M-Audio criou uma laboratório de especialistas chamado SynchroScience, um time responsável por todo o desenvolvimento de soluções voltadas para DJs na era digital.

E, logicamente, a expectativa em cima de um Xponent é enorme. Afinal, até o momento todos os controladores de respeito são feitos por empresas do ramo de equipamentos para DJs: mixers, toca-discos, CDJs, processadores de efeitos, e nenhuma delas está acostumada com os problemas inerentes ao mundo dos computadores.

Ou seja, o desafio é grande.

O M-Audio Xponent “out-of-the-box” (logo que sai da caixa)

Sempre que você recebe um produto que acabou de comprar, não tem momento mais legal do que a hora de desembrulhar o pacote, não é? Esse momento é tão mágico pra tantas pessoas que um site gringo se especializou na arte de filmar e fotograr produtos sendo abertos: o Unboxing. Seja um mixer, um celular, aquele box de DVDs da temporada de sua série favorita, até mesmo um Ferrorama, é sempre um momento legal.

A caixa do M-Audio Xponent. Ao lado, um “enorme” iPod Vídeo de 30 GB
A caixa do M-Audio Xponent. Ao lado, um “enorme” iPod Vídeo de 30 GB

E claro, ao pegar a enorme caixa do M-Audio Xponent (eu disse enorme? É pouco. Multiplique por dois), finalmente chega a hora de encarar o que tanto se fala por aí. Mas antes, um aviso: ela é muito grande. Repito mais uma vez: é grande mesmo. Ai, como era grande!

Mas o que deveria conter a caixa? Além do controlador, é claro, um cabo USB, e uma… fonte. Sim: o M-Audio Xponent precisa de uma tomada. Eu já sabia disso, afinal com todos seus leds e placa de som usb embutida, seria impossível fazer ele funcionar com apenas a energia do cabo USB.

E eis que vieram as duas primeiras surpresas agradáveis: a fonte do Xponent é muito pequena, do tamanho de uma fonte de um celular desses de 100 reais. O que é ótimo: tudo que eu menos queria era uma fonte do tamanho da de um laptop, como muitas que temos por aí, no mundo dos PCs. E acompanham 3 extensões: duas bipolares, uma com conectores tipo redondos, e outra com conectores chatos (retangulares); e uma tripolar, que deve servir para uso na Europa e em alguns países. Um ótimo sinal de preocupação com os DJs que estão sempre com o pé na estrada.

O conjunto de cabos e fontes que acompanham o Xponent: kit pra todas as situações
O conjunto de cabos e fontes que acompanham o Xponent: kit pra todas as situações

Mas, fora isso, um CD de instalação e um guia rápido. Manual mesmo, só em formato digital, tanto pro Xponent como pro software Torq. Tudo bem, afinal, estamos falando de DJs digitais. Mas acho que um aparelho complexo e caro pediria um manual impresso.

E vamos ao controlador!

Primeiras impressões: tamanho

O Xponent tentando caber em uma mochila Targus Eu já tive um BCD 2000. Foi meu primeiro controlador, e mesmo em se tratando de um Behringer, pelo menos ele era muito barato; sabia que tudo nele seria melhor nos modelos mais caros de fabricantes com maior renome.

Então, mal e mal, as primeiras impressões com um BCD 2000 foram agradáveis, pois sabia bem o que estava comprando, e ele me surpreendeu bem na parte física.

Porém, depois de pegar o Vestax VCI-100 pela primeira vez em mãos, quando o recebi, foi inevitável mandar um “agora sim, meu camarada!”. Todo feito em metal, robusto e pesadão, ali estávamos falando de um aparelho de verdade, com jeito de quem vai segurar a pressão e não amarelar. E fato, como você viu no review sobre ele, o danado realmente é resistente e parrudo.

Já o Xponent, a coisa foi esquisita. Primeiro, ele é muito, mas muito grande. Ao ponto de se tornar inviável carregá-lo numa mochila. Na foto ao lado você pode ver ele tentando entrar numa dessas enormes mochilas da Targus, que cabe com folga qualquer laptop de 15″ e até mesmo o Macbook Pro de 17″, além de controlador, discos de vinil, fones e todas as parafernálias de um DJ.

Não tem como. O Xponent vai pedir um case dedicado pra isso, e mesmo cases de discos de vinil como as geniais UDG não são suficientes para carregar nosso pequeno trambolho.

Mas, é claro, tem o lado bom também: chega de ficar com as mãos encolhidas como se fosse patinhas de hamster. O Xponent te dá espaço pra trabalhar folgado, é praticamente o mesmo que tocar com dois CDJs 100 ou 200 e um mixer básico de dois canais. Então, esse tamanho todo é um aspecto positivo.

Peso, material e acabamento

Sobre o peso, apesar de tudo ele é leve, e fica pau a pau com o Vestax VCI-100, apesar deste ser bem menor. Mas como o Vestax é de metal, acaba dando no mesmo. Se um deles é mais pesado, diria que ainda é o Vestax, mas pouca coisa.

A outra esquisitice foi a volta pro plástico. Confesso que fiquei muito mal acostumado com o Vestax, e logo ao mexer nos controles de pitch, a decepção: são moles como nos CDJ. Eu, que venho do mundo do vinil, ainda tendo a preferir a pegada de um pitch das Technics MK2 e cia. Nunca gostei dos pitches de CDJ, pois me dão a sensação que basta um espirro pra música sair do lugar. Mas acredito que isso seja paranóia minha mesmo, afinal temos inúmeros DJs tocando de CDJ numa boa, e eu não sou a melhor das referências.

Ainda sobre os pitches: o Xponent tem os controles todos simétricos em cada deck. Isso significa que todos os botões são na mesma posição dos dois lados. Isto é ótimo pois a ordem dos controles se mantém. No VCI-100, alguns controles são assimétricos, ou seja, a ordem se inverte em cada lado.

Porém, na parte do pitch isso é ruim. O pitch do deck da direita pode ser manipulado facilmente com a mão para fora do controlador. O mesmo não acontece com o deck esquerdo, e pra quem está acostumado a mixar apenas controlando o pitch, fica dificil fazê-lo sem ter um lugar para apoiar a mão. Dá pra apoiar em cima dos controles, já que eles não disparam tão facilmente, mas é um risco. Neste ponto o Vestax ganha.

Fora isso, o resto é bem tranquilo. Os botões são de borracha, firmes e de ótima resposta, similares aos pads que a M-Audio usa nos controladores de bateria Trigger Finger e nos Axiom. Eu tendo a preferir os botões do VCI-100, e fico no meio termo quando comparados aos BCD da Behringer. Ambos são de plástico, e fazem aquele irritante-mas-gostoso “click” quando você os aperta. Os da Vestax são perfeitos: eles afundam um pouquinho, dando um retorno táctil muito legal. Os do BCD infelizmente não afundam muito, e parecem que se você os apertar demais, eles vão quebrar, mas dá pra acostumar.

O M-Audio Xponent visto de perfil, ainda na caixa

Os knobs do Xponent são bem soltos, lembrando o BCD 2000. Se por um lado isso é bom para manobras rápidas, por outro causam a mesma sensação que descrevi quanto ao pitch. Mas no geral, são muito bons também, demora um pouco pra se acostumar.

Uma nota sobre os knobs que acho que a indústria inteira deveria seguir: eles acendem, e mostram claramente como está a posição de cada um mesmo no maior escuro. Uma sacada genial da M-Audio, com certeza fruto do trabalho da equipe do Synchro Science.

O duelo dos jog wheels

Geral quer saber logo isso né? Todo mundo sempre pergunta “dá pra fazer scratch?”. Pois bem.

Os jogs do Xponent são maravilhosos. Logo que eu vi a primeira foto, achei ridículos os jogs lá em cima. Mas esse é o esquema mais inteligente que há, e foi mais uma das muitas sacadas de mestre da Synchro Science. Porquê? Explico.

Até hoje, o conjunto de equipamento de um DJ sempre foi de pelo menos um trio de equipamentos: um mixer e dois decks. Sejam toca-discos, CDJs, fita cassete, vitrola da vovó, o que for. Neles o DJ controla a execução da música (tocar, parar, acertar velocidade), e grande parte do trabalho é feito no mixer. O máximo que se faz são alguns truques e firulas nos decks, mas na maior parte do tempo o DJ manipula mesmo é o mixer (ao menos em tese, mas isso fica pra um artigo futuro).

Quando começaram a vir os controladores midi, a primeira vantagem foi o conceito de tudo em um. Até aí, maravilha. O problema é que na hora de começar a mexer freneticamente no mixer, o DJ precisa de um espaço. Com os jog wheels ao lado dos canais de faders, fica muito fácil dar uma esbarrada nos jogs e fazer uma lambança — eu mesmo cansei de tomar cuidado com o Vestax.

No vídeo que eu gravei no review do VCI-100, minhas mãos estão “cheias de dedos” justamente pela precisão milimétrica que você precisa para manipular o danado. Afinal, qualquer encostada nos jogs faz com que a música dê uma pausa, e aí já era uma boa mixagem, e começa algo que vai soar mais como o descarrilhamento de trens da Central do Brasil na hora do rush…

Vestax VCI-100 e M-Audio Xponent lado a lado
Vestax VCI-100 e M-Audio Xponent lado a lado: diferença na localização dos jogs

Então, neste ponto, os jog wheels do Xponent são muito legais. Estão bem localizados, e posso dizer: tem que ser um animal pra conseguir fazer lambança com eles (ok, se um dia vocês me pegarem fazendo lambança, podem me chamar de animal, eu deixo).

Assim como no VCI-100, eles são sensíveis ao toque na parte superior, e podem ser tocados na lateral para fazer o chamado “pitch bend”, aquela cutucadinha no disco pra acelerar ou freiar sutilmente a velocidade da música. Com uma grande vantagem: eles são bem mais altos, e tem muito mais espaço pra pegar nas bordas, algo que não acontece com o VCI-100.

Porém… Não tem como fazer scratches!

Porquê? Não por causa dos jogs. Eles se comportam de maneira exemplar, e não têm aquele probleminha do Vestax na hora de soltar uma música como se fosse um vinil (o Vestax ainda vai ter correção com uma atualização de firmware, que está por vir desde agosto).

O problema está no crossfader!

A proximidade entre os faders e os knobs é algo ruim no XponentCrossfader e faders de canal

Este aqui é um calcanhar de aquiles do Xponent: não existe controle da curva do crossfader. Uma das maiores vantagens do Vestax VCI-100 é que ele tem um controle dedicado na traseira para ajustar a curva do crossfader, independente do software oferecer esta opção.

No caso do Xponent, nada disso. Ele depende do software, e neste momento, o Torq não oferece nenhum ajuste. Lamentável. Porém, não é de se chorar: isso pode ser resolvido a qualquer momento, basta sair uma versão nova do Torq. E se você configurar o Xponent para funcionar com o Traktor DJ Studio 3, tudo fica resolvido, porque ele oferece este controle.

Já quanto aos faders de canal, uma nota: são muito curtos e soltos. Eu gosto de faders soltos, pois tenho mais facilidade para fazer cortes rápidos nos faders de canal, mas não gosto deles muito curtos. Pra quem já teve um mixer Numark recente, isso não é problema algum.

O grande porém mesmo fica na grande proximidade dos knobs de graves. Confira a foto ao lado: fica muito fácil diminuir o volume acidentalmente ao manipular graves durante uma mixagem, o que pede algum tempo de costume com esta falha no design, pois eles poderiam ser mais afastados. Aqui o ponto vai para a Vestax, que nesta parte deixou os faders bem isolados do resto.

Botões, botões e mais botões

Este é um quesito no qual o Xponent bate um bolão. Sobram botões para manipular tudo. Loops, cue points, efeitos, cada deck com os seus. E ainda tem o trackpad, que pode funcionar como um controle midi ao invés de controlar o mouse (algo que ele não faz muito bem). Aí estamos falando de um mini Kaoss Pad embutido, algo que pra mim já fez valer a compra.

Se você é louco por efeitos e quer ter muitas configurações avançadas e personalizadas pros seus botões, pode parar de ler este artigo e encomendar o seu. O Xponent tem tantos controles que fica difícil justificar o acréscimo de mais um controlador midi no seu equipamento. Eu mesmo pensava em comprar um Trigger Finger e por ora desisti da idéia, pois até conseguir remapear tudo a meu gosto, tem é botão sobrando.

Os dois melhores controladores do mercado se enfrentam no laboratório de testes do Submusica
Os dois melhores controladores do mercado se enfrentam no laboratório de testes do Submusica

Moral da história: Vestax VCI-100 ou M-Audio Xponent, qual comprar?

A idéia aqui não é fazer um review sobre o Xponent. Esse eu quero fazer mais pro fim do mês, quando pegar mais tempo de estrada com ele, e principalmente, com o Torq, que é muito bom e precisa ser desvendado.

Porém, a temporada 2007 já está acabando, e pra mim falta apenas dar uma conferida no Numark Total Control, se bem que este pouco me interessa, pois acho que ficou em um lugar onde ele não resolve a situação de ninguém e seu preço não se justifica.

O Vestax VCI-100 é decididamente um dos melhores equipamentos do mercado e foi pensado para durar. Seu preço assusta, afinal ele sai quase a mesma coisa que um Xponent, e ele ainda precisa de uma placa de som, mas a durabilidade e a pegada da sua construção fazem dele um controlador altamente recomendável, principalmente se você já possui uma placa de som externa.

Definitivamente ele é o controlador mais recomendável para DJs que querem fazer scratches (se bem que eu acho que eles deveriam ficar com o velho e bom vinil), e desejam mixar numa pegada mais old skool, sem mixagens longas e com muitas viradas rápidas, back to backs e estilo de mixagem agressivo. Pra turma que mixa hip hop, jungle, old skool, reggae, dub, rock, música brasileira, este é o controlador.

A grande vantagem do VCI-100 é que ele foi pensado 100% com a cabeça voltada para o Traktor 3, e isso faz com que ele seja um campeão neste aspecto. Sem contar que ele tem envergadura para aguentar a rotina de um DJ com a agenda movimentada e que faz seus eventos como casamentos, festas de empresas, recepções e outras coisas mais simples que exigem menos técnica e mais repertório.

O Xponent oferece muitos e muitos botões para controle dos decks Já o Xponent é mais recomendado para quem já está acostumado com um controlador midi e que deseja uma solução “tudo em um” como os Behringer BCD 2000 e 3000. Com uma excelente placa de som onboard, e um software completo e poderoso como o Torq vindo junto no pacote, o custo x benefício dele é sem dúvidas o melhor pra quem quer algo mais profissional.

Este é um controlador que foi pensado para DJs que curtem fazer mixagens longas e detalhadas, graças ao seu pitch comprido e excelentes jogs. Além disso, ele possui ótimos botões para loops, cues e efeitos, o que fazem dele um controlador ideal para quem mixa house, electro, breaks, minimal e techno.

A verdade é que é dificilimo escolher entre ambos. Diria que onde um erra, o outro acerta, e vice-versa. Se no Vestax é mais fácil escolher músicas usando as setas, no Xponent isso é mais dificil por causa do trackpad de baixa qualidade, que fica muito melhor se associado a efeitos. E se no Vestax a parte de efeitos é complicada por ser resumida, no Xponent ela dá um show ao ter muitos botões dedicados ao assunto.

O problema da Vestax é que ela só sabe fazer equipamentos. Ela não está pronta pra lidar com problemas de software, drivers, incompatibilidades e atualizações, vide o tempo que está demorando pra colocar um simples update de firmware na praça.

Já a M-Audio entende bem do assunto. Mas mostrou que ela tem muito que aprender e que DJs precisam de material mais resistente do que um músico tocando seu teclado. E ao fazer algo mais fechado, ela se aventurou em uma área que não é a praia dela: software. Eu no lugar deles teria liberado arquivos de configuração oficiais pra outros programas do mercado, mas por enquanto estes você só encontra feitos por usuários nos fóruns da vida.

Enfim, diz o ditado que quem ri por último, ri melhor. E eu tenho certeza que o pessoal da Pioneer está preparando uma gargalhada sonora pra 2008. Eles tradicionalmente são mestres neste ditado, e desde 2005 eles já dão indícios que sabem que um bom controlador precisa de software.

Agora, sendo franco? Não é pra desistir, não. Aventure-se neste segmento. Não fique atrasado como a maoiria dos DJs que só agora está descobrindo os simuladores de vinil, coisa que já descobri e usei muito há quase 3 anos, assim como outros amigos, muitos DJs competentes e de grande habilidade.

Como disse no meu primeiro artigo sobre o assunto, a revolução é sem volta. Não adianta chorar.

O Submusica agradece ao pessoal da DJ Ban pelo apoio e excelente atendimento.
Para conhecer a loja VIP da DJ Ban, acesse: www.djban.com/lojavip

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Deixe seu comentário! (31) Permalink de "Duelo de controladores: Vestax VCI-100 versus M-Audio Xponent"

31 comentários para "Duelo de controladores: Vestax VCI-100 versus M-Audio Xponent"


  1. MA disse em 07/11/2007:

    Excelente trabalho, Dudu. Aos poucos vou decidindo quem será o substituto do meu BCD 2000. E o que me da mais alegria é a certeza de que a bricandeira midi está apenas começando!


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  3. Palestina disse em 07/11/2007:

    Show, agora será que existe uma loja nesse Brasil de Deus onde podemos experimentar esses caras COM os dedos? Isso é bem comum lá fora.


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  5. sabaO* disse em 07/11/2007:

    Boa Dudu execlente materia pra variar, ainda estou nas minhas duvidas no q investir ja q a grana nao ta sobrando assim, mais entre todos os midis do mercado acho q o Xponent e oq mais me agradou( mesmo sendo de plastico) concordo com vc q o VCI-100 e mais robusto bonito e parrudo, fico ainda na duvida entre um midi e o idj2 da numark, mais se eu fosse investir pesado em midi agora seria num xponent concerteza pois como vc falou acho q ele ja tem um programa proprio oq ajuda e mto e os forums da vida ou mesmo o submusica vao liberar N configuraçoes pra N progamas como traktor deckadance e ETc e tals dando uma gama q nenhum outro progama vai ter, bom aguardo um video review igual do vestax pra eu poder definitivamente pedir pro papai noel meu Xponent ou algo parecido..
    abraço dudu e parabens..


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  7. Dudu P disse em 07/11/2007:

    Palestina, o lance de não termos show rooms aqui é o que me faz comprar e vender tanto equipamento feito um louco. Porque é a única maneira de realmente experimentar algo: comprar, cuidar muito bem e vender pra comprar outro.

    Antes que alguém diga que estou rico, o Vestax só ficou aqui dois dias depois que o Xponent chegou. Ele já está nas mãos de outra pessoa, e o Conectiv foi embora esta semana. :(

    É um porre isso, desde os tempos dos toca-discos existe um império da bitolação que fazem todos comprar as mesmas marcas que os tais top djs pregam ser boas, e aí seguem todos como se fossem umas mulas, um gado, um rebanho.

    E é incrível porque você vê por aí muito cara falando que Numark TTX é um lixo sem nunca ter usado, ou que apenas marca tal é boa (vou até evitar falar exemplos específicos pra não magoar ninguém). Estou vendo que vou ter que ir pra fora pra poder um dia finalmente ver um Ecler, ou um Tascam.

    Do ponto de vista do vendedor final, é dificílimo pra ele queimar um equipamento como mostruário. Isso cabe ao distribuidor, que é o representante oficial do fabricante. A ele cabe solicitar peças para mostruário, afinal ele responde como criador do produto aqui no Brasil - daí a palavra “representante”.

    Mas vamos ver se isso muda. É meio como acontece no mercado de informática: ninguém comprava PC de marca pq era caro, todo mundo ia no computador xing ling montado na lojinha do centro de informatica. E eles não baixavam o preço porque vendiam muito pouco. Só resolveu quando o governo resolveu fazer uma lei especifica de taxação decente.

    Se este mercado de DJing crescer, vamos ter dinheiro na mesa o suficiente pra que o pessoal comece a olhar mais seriamente este nicho.

    E eu espero que cresça, pois não vejo mal nenhum em toda pessoa ter meios pra mixar músicas em casa. Praticar um hobby não significa tomar espaço de um profissional, é isso que esses DJs velha guarda cabeças de bagre têm que entender de uma vez por todas. Quanto mais gente tocando, melhor pra quem sabe tocar.

    Imagina só um Robinho ou um Romário dizendo que futebol tem que ser jogado é por profissionais, que peladas de campinho de final de semana estragam a arte do futebol.

    É pra se pensar.


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  9. Dudu P disse em 07/11/2007:

    Sabão, estou só esperando minha antena parabólica captar algum review mais interessante do Numark iDJ2. Assim que captar algo, posto aqui, e se me interessar, eu vou passar este Xponent adiante e pegar um iDJ2. Porque não ter que depender mais de laptop seria uma bencão pra mim.


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  11. sabaO* disse em 07/11/2007:

    Dudu P disse:

    Sabão, estou só esperando minha antena parabólica captar algum review mais interessante do Numark iDJ2. Assim que captar algo, posto aqui, e se me interessar, eu vou passar este Xponent adiante e pegar um iDJ2. Porque não ter que depender mais de laptop seria uma bencão pra mim.

    Dudu oq vc disse pro palestina e exatamente oq eu penso, quanto mais gente tocando melhor…
    Eh eu to so esperando tb pq eu tenho exatamente a grana pra comprar o idj2 + um fone provavelmente o gemini djx-05 que e o melhor custo beneficio ( seria uma boa ideia ne dudu fazer um review dos fones do mercado e postar aki pq e dificil pacas comprar fone) so q como nao saiu nenhum review q preste do idj2 eu to segurando essa grana, pq gastar tudo q tenho numa mosca branca e osso, se nao rolar vou ficar de xpoent mesmo…


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  13. paniago disse em 07/11/2007:

    legal o review!!

    só uma correção: a versão 1.04 do torq já tem ajuste de curva do cross fader. Basta segurar o shift e mexer com o mouse em cima. Mas mesmo com o ajuste, ainda não é perfeito pq ele é de plástico, e da um medo de quebrar msm!!

    abraços


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  15. paniago disse em 07/11/2007:

    aaa.. e a gargalha da pioneer começa com o cdj 400!! rs

    mata a necessidade do uso de um pc (você pode usar as músicas direto da pen drive) e se você quiser usar um software externo, tbm pode!!


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  17. Dudu P disse em 07/11/2007:

    É, paniago, realmente tem o ajuste, mas fica horrível. Mesmo com a curva agressiva, ele além de ter um lag inicial (o que é até normal, o Vestax VCI-100 também tem), mas tem um ponto antes com o volume a 50%, e aí então 100%. Fica esquisitíssimo, mas já melhora muito a situação.

    Engraçado que eu não tinha achado isso no manual online, vou verificar de novo. Talvez a documentação esteja desatualizada em relação ao Torq 1.0.4.

    Sobre o CDJ-400, eu vi ele mas não me estimulei muito pra comentar, porque achei de uma burrice enorme, igual à Numark já fez várias vezes, com o iDJ original, o HDX e o iCDX: você vai precisar ter o seu case duplicado em dois iPods/Pen drives/HDs USB. É a coisa mais imbecil que eu já vi.

    Sem contar que ele é um CDJ 200 anabolizado, ou seja, você vai acabar pagando por uma função que não vai usar se estiver interessado mesmo em tocar arquivos digitais. E pior, vai ter que comprar em dobro, dois aparelhos, mais o mixer.

    Se hoje o CDJ 200 está sendo vendido a partir de 1000 reais, eu presumo que esse daí vá custar pelo menos uns 1.500 (o que seria um preço muito bom considerando os outros CDJs, inclusive os da própria Pioneer). Acredito que vá ser mais, porque a 1.500 ela vai canibalizar as vendas do CDJ200, que estão começando a decolar só agora — ainda temos muita gente comprando CDJ100.

    Some aí um mixer decente bem básico, e já colocamos 1.000 reais a mais na brincadeira. Fora o custo dos pen drives, 250 reais um par de pen drives de 4GB, que não dão pra muita coisa.

    Resumindo? 4.200 reais. Dá pra comprar um Xponent e um laptopzinho humilde. E você vai ter 10 vezes mais recursos, cabendo numa mochila.

    Ou seja, furada. A Pioneer vai entrar no mercado de midi, o software dela já deu esses indícios há tempos. Ela está só esperando um pouco mais, deixando os pioneiros se arrebentarem um pouco.

    Pra quem ficou curioso a respeito do CDJ 400, pode dar uma olhada nele aqui:
    http://www.pocket-lint.co.uk/gallery/index.phtml/news/11175/NEWS-11175-e5f271de6092c084a6b7edb017a70379.jpg


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  19. Dudu P disse em 07/11/2007:

    sabaO* disse:

    seria uma boa ideia ne dudu fazer um review dos fones do mercado e postar aki pq e dificil pacas comprar fone

    Eu sei! Eu estou devendo a segunda parte do artigo dos melhores fones pra DJs e até hoje não consegui terminar. Até porque houve uma enxurrada de lançamentos, e mal e mal estou muito satisfeito com meu Staton DJ Pro 2000, que é cachorrento mas tá durando uma eternidade, além de ser leve e prático.

    Eu hoje se fosse comprar um fone melhor, pegaria o Sennheiser HD 25. O Technics RP DJ 1200 também é muito recomendável, mas o Sennheiser é um excelente fone pra uso geral também.


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  21. Alexandre Dalla disse em 07/11/2007:

    Dudu parabens pelo review muito bom mesmo eu cada dia que passa aprendo uma coisa nova no Xponent estou adorando ele eu que venho do Vinyl é minha primeiro contato com o essa lado numca tinha mexido com isso antes

    Por isso que optei por ele !!!!


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  23. Pedro disse em 07/11/2007:

    Véio, animal o texto. Tira 90% das dúvidas do pessoal. E isso porque vc disse no começo que não era uma comparação detalhada e “…rola tirar algumas conclusões interessantes”. hehehe Ademais, parabéns pela iniciativa de comprar/vender/comprar de novo. Claro, a curiosidade é tua, mas show q tu divide e isso sempre acaba revertendo em benefício pra galera.
    Como já cantava o ministro, aquele abraço.


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  25. Raphael disse em 08/11/2007:

    Dudu, exelente matéria. Estou contando os dias pra colocar as mãos no meu primeiro controlador midi, pelo custo benefício e o que disponho de grana no momento escolhi o BCD 3000, como vou tocar por hobby, apenas para me divertir acredito que ele atenda as minhas necessidades, e quem sabe daqui um ano ou um ano e meio eu parta para um controlador mais bacana como os dois modelos da matéria. Pois bem minha dúvida é a seguinte, quanto ao formato da música a ser tocada, queria saber o que vc indica, qual formato ficaria melhor para escutar, pois o formato WAV é melhor que o MP3 e todas as minhas músicas são em MP3. O que é melhor Mp3 ou WAV ???


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  27. Jorge Quadros disse em 08/11/2007:

    Ola.

    Excelente análise. Neste momento tambem estou prestes a comprar um Xponent da M-Audio com o software Torq, e esta análise veio mesmo em boa altura. Não é que eu estivesse indeciso, mas toda a informação extra é bem vinda.

    Fico a aguardar a review completa do TORQ e do Xponent, de preferência com uns videos, ok?

    Parabens pelo excelente trabalho.

    ABRAÇO de Portugal

    JQ


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  29. sabaO* disse em 09/11/2007:

    Raphael disse:

    Dudu, exelente matéria. Estou contando os dias pra colocar as mãos no meu primeiro controlador midi, pelo custo benefício e o que disponho de grana no momento escolhi o BCD 3000, como vou tocar por hobby, apenas para me divertir acredito que ele atenda as minhas necessidades, e quem sabe daqui um ano ou um ano e meio eu parta para um controlador mais bacana como os dois modelos da matéria. Pois bem minha dúvida é a seguinte, quanto ao formato da música a ser tocada, queria saber o que vc indica, qual formato ficaria melhor para escutar, pois o formato WAV é melhor que o MP3 e todas as minhas músicas são em MP3. O que é melhor Mp3 ou WAV ???

    Raphael nao caia nessa lenda…
    Isso que wav e melhor q mp3 e uma “lenda” das grossas, primeiramente vc precisa saber oq eh mp3 e wav antes de perguntar oq eh melhor de uma pesquisada e bom se informar o bem basico e q mesmo o Wav quando o MP3 nao sao audio propriamente ditos eles sao a compressao ou as informaçoes captadas de um AUDIO para um outro arquivo vulgo mp3 ou wav o mp3 com “menos” informaçoes o wav com “mais” infomaçes e (tipo um JPEG e um PNG do photoshop), audio bom mesmo e vinyl, CD o resto tenta “sugar” oq esses tem de melhor so pra vc entender bem por cima, partindo disso saiba como vc ja mesmo disse q vc so vai tocar pra se divertir, nada profissinal entao meu camarada RELAXA, qualquer mp3 acima de 160kbps eu me atrevo a dizer q se bobear ate 128kbps de compressao esta perfeito pra audiçao perfeita em um zilhão dos lugares q vc dj por hobby ira tocar e para o publico q vc vai atingir esta otimo e nao perceberao se e xiado ou vc e Flanger..
    Na meu setlist quando eu faço alguma graça usando o pc so tem mp3 so pra vc ter uma ideia eu devo ter algo em torno de 3000 mil tracks, e 98% do povo q eu conheço nao consegue ter a menor ideia oq eu estou tocando e wav, mp3 de 192kbps ou ate mesmo .flac e todo mundo acha lindo,entao suave com isso..

    Se alguem quiser adicionar literatura pro bacana ler ou me corrigir estava a vontade..

    abraço..


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  31. Tutorial de como modificar o pitch do seu toca-disco, CDJ ou controlador midi @ Submusica disse em 09/11/2007:

    [...] No comparativo sobre os controladores Vestax VCI-100 e o Xponent, uma das minhas maiores críticas foi justamente esta questão: o pitch do Xponent é bem melhor por ter maior comprimento e mais precisão. Porém, ele peca por ser extremamente molenga, ao ponto de qualquer toquinho resultar numa mudança na velocidade. [...]


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  33. Eduardo Maynart disse em 12/11/2007:

    URGENTE - URGENTE - Cara, tudo que eu quero é levar meu NOTE e um controlador midi e plugar no ampli da festa…Comprei o BCD 2000 e quando ligo a saida master dele tanto em mesas, equalizadores ou direto no ampli, o som sai horrivel, o grave seco, metálico…já equalizei, baixei ganhos e tudo que era possível e o som que sai de um CDJ é mil vezes mais puro…O QUE É ISSO? É a placa de som do BCD que é ruim??? Uso o Virtual DJ 5.0 e o BCD 2000. Se eu configuro o Virtual DJ e ligo direto do meu note para o ampli com um cabinho Y, sem o BCD, o som fica ótimo, com a mesma música que toquei e ficou ruim com o BCD ligado…O QUE VC RECOMENDA? Tem como eu ligar o master do BCD em outra placa de som, sei lá…Ou tenho que comprar um VCI-100 e uma placa Audio 8 DJ se eu quiser qualidade igual a um CDJ pionner ???


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  35. Dudu P disse em 12/11/2007:

    Eduardo, pra tirar dúvidas acesse o fórum http://www.subdjs.com. Este espaço aqui é pra comentar o artigo, ok? ;)


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  37. Dexter disse em 14/11/2007:

    Falae, boa materia,
    Depois de vender todos meus equipos, inclusive meu bom e velho amigo PC, agora preciso de mais mobilidade, ainda to me forçando a realmente migrar pra um Mac e tb to querendo um controlador MID.
    Fora a sensaçao de tocar na musica que o vinil tem, mas que por questao de mobilidade eu vou ter que deixar de lado por hora, voce sentiu mais alguma falta nas mixagens?

    Abraço


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  39. Dudu P disse em 15/11/2007:

    Dexter, depois de quase um ano longe dos toca-discos, não sinto falta de nada. Hoje é mais o contrário.

    Vira e mexe dou uns pulos lá n DJ Ban, levo meus poucos discos que ficaram aqui, e vou lá pegar um estúdio de gravação por uma ou duas horas só pra mexer um pouco com discos quando dá vontade. É perfeito, o equipamento lá é super profissa, som muito bom e alto, fico bem satisfeito. Tô até pensando em ir lá gravar meus sets com o Xponent mesmo, pelas condições (vai rolar uma matéria especial com eles, mas pra quem quiser se adiantar: http://www.djban.com).

    Essa análise foi muito seca, fiz ela rapidamente enquanto nao tinha vendido o Vestax VCI-100. Uma semana depois, já estou achando várias coisas positivas no Torq e no Xponent, e definitivamente, se você quer partir pro próximo nível, não se entrega ao hype: esse brinquedo é muito, mas muito poderoso, várias coisas que estou começando a fazer com ele jamais faria com outros aparelhos.

    Eu já estou nessa estrada de “medialess”, ou seja, não se ligar mais em mídias físicas, seja vinil ou cd, há uns 3 anos. Já tive Final Scratch 2 desde o comecinho de 2005, lidei com o FS1 antes, e ano passado me livrei dele por achar muito atrasado. Tem mais uma penca enooooooooorme de pessoas, aqui no Brasil e no exterior seguindo o mesmo caminho.

    Eu hoje acho legal finalmente o pessoal mais “velha guarda” usando o Serato, mas ainda fico rindo um pouco das coisas que eles estão fazendo agora e que eu já fazia há dois anos atrás — eu tenho até uma resposta padrão, o “Feliz 2005 pra você também”, quando o pessoal vem me contar as “novidades” das últimas versões do Serato que eu já dispunha nos tempos do Traktor 2.6 com o Final Scratch.

    Seratos são legais, mas são transitórios. Pra quem tocou de vinil a vida toda, é foda se adaptar, não foram muitos que conseguiram se adaptar aos CDJs, principalmente porque CDJ tem uma variaçao de qualidade muito grande: um toca discos Numark de correia difere muito pouco de uma MK2 quando você sabe tocar bem. Já comparar um CDJ Gemini com um CDJ1000 da Pioneer, nem dá pra começar, tanto em recursos como em preço. Isso ajudou a criar muito preconceito com os aparelhos de CD.

    Vinil é ducaralho, mas vai virar coisa de hobbista, gente como o Fabão, que tem uma coleção impecável de clássicos do jungle e da old skool, acho foda isso. Mas é assim, pra colecionar, é um hobby. Se você for tocar pensando em custo x benefício, em quantidade de recursos, praticidade e qualidade final do seu trabalho, é complicado, a conta não fecha.

    É uma questão de você liberar sua mente, sério. Eu mesmo sempre me vi sendo sacaneado por causa do Final Scratch. Chamavam de “playstation”, “boneca inflável”, “brinquedo”… na boa? Isso é normal do ser humano. O que já queimaram de gente na idade média por acreditarem serem bruxos, e tantas barbaridades parecidas até nos dias de hoje… Isso não vai mudar nunca.

    O mais hilário? O padrão ideal é o DJ nunca meter a mão no disco. Pergunta pra qualquer DJ e ele vai te falar isso de cara, que bons DJs mixam mexendo só no pitch. E isso é verdade. Porém, isso derruba qualquer argumento que “vinil é melhor porque você pode meter a mão no disco”… ;)

    Eu acho o seguinte: eu gosto de tocar. Seja vinil, cd, fita k7, ipod, ninfetinhas… prefiro saber tocar um pouco em cada do que ser bitolado em um aparelho só. Nunca gostei desses “DJs” que só sabem tocar e CDJ-100, e hoje vejo que também odeio esses DJs que só sabem tocar de vinil.

    No fim, é melhor você saber fazer todo o kama-sutra gostosinho do que ser o rei do papai-e-mamãe! :D


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  41. Dudu P disse em 15/11/2007:

    Ah, sim, complementando algo que “ex-amigos” (é, ex, porque na hora que vendi os toca-discos deixaram de ser amigos e ouvir meus sets, pra você ver o nível) nunca entenderam: eu vendi meu toca-discos pra comprar um Mac. E não me arrependo nem um pouco.

    Se tiver que escolher ter um PC e toca discos, ou um Mac e mais nada, eu escolho o Mac sem piscar os olhos.

    Daí, agora que já comprei, não tem como comparar a questão do preço de um controlador com um par de decks e discos. Ainda quero tê-los de novo, mas sabe o que eu mais quero agora? Pegar um Mac mais fodão! :D


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  43. Dexter disse em 15/11/2007:

    Dudu P disse:

    Ah, sim, complementando algo que “ex-amigos” (é, ex, porque na hora que vendi os toca-discos deixaram de ser amigos e ouvir meus sets, pra você ver o nível) nunca entenderam: eu vendi meu toca-discos pra comprar um Mac. E não me arrependo nem um pouco.

    Se tiver que escolher ter um PC e toca discos, ou um Mac e mais nada, eu escolho o Mac sem piscar os olhos.

    Daí, agora que já comprei, não tem como comparar a questão do preço de um controlador com um par de decks e discos. Ainda quero tê-los de novo, mas sabe o que eu mais quero agora? Pegar um Mac mais fodão! :D

    Demoro, entao, eu comecei com Discos, mas antes dos discos eu curtia zuar com os softwares que ja tinham no mercado, que nunca foram levados a serio ate entao, isso em 98,99,00, hoje em dia a historia e outra, penso que se eu tivesse levado a serio essas brincadeiras no passado com certeza estaria numa posicao melhor hoje, mas enfim…

    Depois de muito tempo tentando arrumar uma forma de fazer meu traktor rodar com minha placa de som + discos de FS, e sem sucesso, migrei pro VDJ, que ate entao era uma forma mais barata de tocar, e tb amadora, fiquei um tempo com o VDJ.
    Por ultimo migrei pro Deckadance, e ai finalmente conheci um soft mais profissional, rodando com discos de serato e minha ex placa u46DJ.
    Mas algo tava errado(espero que nao seja eu), e agora resolvi resetar tudo, vendi todos meus equipos, to partindo do inicio.
    To querendo um mac book pro, e de quebra um controlador da vestax, e por fins muitos downloads pagos e nao pagos (so pra aqueçer a usabilidade do bicho).

    Esse seu post so confirmou minha escolha, eu nao sou encanado com formatos de midia, mas sei que a controlar o vinil tem um pouco a sua diferença, mas tb acho que e questao de costume, e as possibidades de um novo hardware mais software chegam a ser infinitas, e 2 decks e 1 mixer ta perdendo espaço por isso.

    Entao, olhar pra frente.

    ps: post sem acentuacao pq to num mac

    []`s


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  45. Dudu P disse em 16/11/2007:

    Dexter, eu e o MA fazíamos festinhas com o saudoso mas finado VTT (Virtual TurnTables), o primeiro programa de DJing realmente sério que apareceu. Descobrimos ele em 1998, e junto com o Napster, que permitiu finalmente conseguir músicas que eu nunca achava nas lojas pra vender (lembro até hoje: o primeiro CD que eu baixei foi a trilha sonora do Batman Forever, que era impossível de achar, só rolava a trilha sonora incidental).

    Passou muito tempo, teve vários outros programas: MJ Studio (eu amava), o PCDJ (odiava), até a NI começar a fazer o Traktor, no final de 99. Quando ele saiu, em 2000, veio o CDJ1000 da Pioneer. Eu achei irada a idéia, mas pra mim CDJ já tinha a morte declarada ali. Preferia tocar com teclado, mouse e um mixer externo, do que um par de CDJs.

    Eu tive equipe de som como vários moleques tiveram, em 1993. Naquela epoca tinha uns toca-discos Gradiente, daqueles que tinha que colocar um goleiro de futebol de botão em cima do shell pra poder segurar a onda, mas eu nem mixava nada, era apenas o que se convencionou chamar de “selector”.

    Só fui voltar pro vinil em 2004, depois que me aprofundei mais no drum n’bass. É uma cena muito forte e pesadamente infectada por esse culto, assim como no techno. Diferente de todos os demais gêneros, onde controladores, live PAs, Seratos e cia. já reinam absolutos, no drum n’bass especificamente (onde tenho mais conhecimento de causa), todos os DJs tops tocam ainda apenas com vinil, cortando plates: Andy C, Friction, Zinc…

    Se você olhar pro house, minimal, electro, trance, breaks, hardcores em geral, tem muita gente fazendo set sem nem controlador nem nada, só no Traktor ou Ableton Live. Muitas dessas cenas são bem maiores e têm muito mais gente, artistas, pistas e grana envolvida.

    Depois de comprar um BCD 2000, eu passei a usar mais ele que meus decks e o Final Scratch 2, principalmente em casa. Mesmo ele sendo tosco, via uma praticidade sem igual, com um resultado melhor também.

    É tudo questão de costume mesmo. Minha técnica hoje não anda muito apurada, não estou tendo o menor tempo pra mixar, mesmo em casa, mas posso dizer que pra mim tanto faz o meio. Toco tão bem (ou tão mal, risos) em qualquer aparelho. Me divirto muito mais conhecendo aparelhos novos, e é por isso que minha participação aqui no Submusica mudou tanto.

    Estou mexendo um pouco com o Xponent e continuo me surpreendendo cada vez mais com ele. O Torq vai melhorar ainda, mas de antemão já digo que vai ser difícil eu voltar pro Traktor, apesar de continuar gostando muito dele e da NI.

    O VCI-100 é um excelente controlador. Só toma cuidado com o lance dos pitches, é um pouco frustrante, mas eu gostei muito dele. Só que acho que o custo x benefício é o Xponent, e se você pretende elevar sua técnica de mixagem, eu te garanto com todas as letras: ele vai adicionar recursos que você não tem em nenhum outro aparelho do mercado — algumas coisas você até poderia fazer somando mais controladores e outros softwares, mas aí já começa a ficar caro e complexo demais.

    Eu não sei o futuro, mas supondo que não saia nenhum aparelho nos próximos 3 anos, vamos ter muito DJ grande tocando com o Xponent.

    PS: tô de Mac também, acentuação não tem problema não. Dá uma olhada neste link aqui:

    http://acacioas.digi.com.br/2007/01/05/layouts-de-teclado-do-tipo-bundle-para-mac-os-x/

    No Leopard você tem que jogar ele no Library dentro da sua pasta e é obrigado a selecionar um outro layout. Mas funciona tão bem quanto no Tiger, até porque o bug de troca de layouts (o motivo do Acácio ter feito esse pacote bundle) já era.

    Abraço!


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  47. Dexter disse em 16/11/2007:

    Dudu, Pode crer o MJ Studio, eu fuçava nele todo cinzentao com a interface de um player de cd moderno. Nao tenho uma historia de quem faz na ME, sempre fiz mais o papel de publico mesmo, dos ultimos anos pra ca que eu realmente consegui colocar a mao na massa e cuidar disso como um Hobby que custa muito caro, mas que e extremamente prazeroso.

    Fora o DNB que eu to mais proximo, eu ainda curto outros estilos, e sei que eles sao mais abertos, ate a galera do Hiphop ta caindo matando no serato, a galera do house techno e adjacencias tb sao menos encanados com isso, mas enfim, nao sou eu que vou encanar a musica tai pra ser manipulada e controlada entao se tem recurso pra isso vamo que vamo.

    Sobre os controladores eu ainda acho que em menos de 3 anos com certeza teremos algo, eu sou meio geek e hoje em dia a demanda por eletronicos e grande, e so o concorrente lancar uma nova firula que faz diferença e todo o mercado se renova, e a gente tb.
    Quando fui vender minhas TTX1, todos perguntavam se ja tinha USB, e creio que nem metade dos que estavam perguntando nao utilizaria, pro mercado o novo sempre e o melhor, e por consequencia tem menos tempo de vida.

    Sobre o teclado eu nao posso mexer to num lap de uma mina, e o teclado fisico ja ta em espanhol, se eu mexer nas configs aqui a muie vai ficar brava.

    Com o tempo eu vou comentando as materias do site o conteudo ta muito bom.

    []`s


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  49. DJ ROGERIO disse em 16/01/2008:

    BEM ESTOU ENTRANDO NESSA ERA, , SOU DJ A 35 ANOS, VENHO DESDE OS VELHOS GARRARD , E DO MIX MAGNOVOX, COM CHAVE DE MESA DE TELEFONIA,, TENHO SAUDADE DO VINIL SIM , MAS HJ ENTRO NESSA ERA DO DIGITAL,. E COMPREI UM XPONENT , ESTOU LOUCO QUE CHEGUEI LOGO, ASSIM TB COMO JA MUDEI O MEU LAP , QEU É UM hp muiot bom top de linha, mas fui PRO CORE 2 DUO E 2 GB DE MEMORIA, QEURO MUITO VE O QUE POSSO FAZER COM ISSO E VALEU PELOS COMENTARIOS, ISSO ME AJUDOU MUITO A TROCAR MEU PEDIDO DO BDC 3000 PELO M-AUDIO


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  51. Kako disse em 29/01/2008:

    Boa matéria, Dudu, no aguardo do review.

    E como você já citou, o controller não é nada sem software. E me parece que você conhece bem o Traktor - que é o meu soft preferido.

    Sem querer abusar, se tiver tempo, acho que seria bacana um comparativo Traktor-Torq, especialmente na versão nova do segundo, a 1.5. E como o Exponent se comporta com o Traktor, afinal como usuário de um BCD-2000, como você foi, sabemos que MIDI é uma maravilha na teoria, mas na prática…(salve o Cycokraut com seu MIDI-Rules).

    Especialmente a parte de “gerenciamento” de BPMs - depois que você se acostuma com o Beatgrid do Traktor, ou os warp points do Ableton, é difícil trabalhar com um soft que não permite ajuste do grid de beats. Parece que o Torq novo vêm com algo nesse sentido, e é um dos poucos recursos que senti falta no último Deckadance, que está ótimo (e mesmo esse recurso vai ser incorporado).

    Abraço!


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  53. Renato Siqueira disse em 06/02/2008:

    Dudu P disse:

    Eu acho o seguinte: eu gosto de tocar. Seja vinil, cd, fita k7, ipod, ninfetinhas… prefiro saber tocar um pouco em cada do que ser bitolado em um aparelho só. Nunca gostei desses “DJs” que só sabem tocar e CDJ-100, e hoje vejo que também odeio esses DJs que só sabem tocar de vinil.

    No fim, é melhor você saber fazer todo o kama-sutra gostosinho do que ser o rei do papai-e-mamãe! :D

    Hahaha… Eu te amo, cara……
    Hahahahahahahaha!!!
    Fazer parte do SM, não tem preço!!!


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