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Logo da banda Nine Inch Nails, do polêmico (mas correto) Trent Raznor Lembro perfeitamente em 1999 quando escrevi, ao lado do genial Bruno Parodi, a primeira matéria sobre o Napster em terras brasileiras, que saiu na saudosa e extinta revista Internet.Br. Sabíamos que aquele assunto seria polêmico e renderia muito pano pra manga.

Não deu outra: no ano seguinte, tome Metallica, Madonna e diversos pop stars reclamando que estávamos roubando dinheiro deles.

Quem diria que só agora, em 2007, quase 10 anos depois, finalmente a ficha começa a cair e alguns nomes de peso estão mandando as gravadoras irem pastar em campos belos. Primeiro foi o Radiohead, que na semana passada anunciou que resolveu vender seu novo álbum por conta própria, pelo próprio site da banda, deixando os fãs decidirem o quanto vão pagar pelo álbum - uma atitude que nós aqui aplaudimos de pé.

Hoje foi a vez do grande Trent Reznor, cabeça do Nine Inch Nails, que postou uma mensagem no site do NiN dizendo que a banda agora é independente, após desperdiçar 18 anos vendo as gravadoras se transformarem nisto que são hoje. Trent diz que o Nine Inch Nails agora vai procurar um relacionamento mais direto com os fãs da banda. Ele, que já vinha dando declarações polêmicas sobre pirataria e distribuição digital, deu a marretada final com esta notícia.

A pergunta que fica é: estamos assistindo a uma nova tendência, ou será que tanto o Radiohead como o Nine Inch Nails estão apenas polemizando e ganhando a atenção? Será que vamos ver mais nomes parrudos vendendo suas músicas diretamente pro consumidor, sem intermediários que só fizeram distanciar artistas e fãs? Solte o verbo nos nossos comentários!

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Deixe seu comentário! (10) Permalink de "Nine Inch Nails manda as gravadoras se… roerem"

10 comentários para "Nine Inch Nails manda as gravadoras se… roerem"


  1. Dudu P disse em 09/10/2007:

    Aliás, acabei de ver que Oasis e Jamiroquai (que são bandas sem contrato com nenhuma gravadora) estão cogitando fazer o mesmo que o Radiohead:

    http://www.telegraph.co.uk/news/main.jhtml?xml=/news/2007/10/09/nradiohead109.xml


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  3. Davi Roque disse em 10/10/2007:

    Sem palavras!

    e digo mais, sem a ditadura do ‘leiamais’ que eu tava bem afim de ver como funfava!

    =)))


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  5. MA disse em 10/10/2007:

    Enquanto isso a norte-americana Jammie Thomas foi condenada a pagar cerca de R$400 mil por utilizar o Kazaa. Fico feliz que parte dos artistas cansaram de enxugar gelo e agora usam *criatividade* para divulgar e ganhar dinheiro com sua arte. É justamente esta mesmice de enfiar goela abaixo do cidadão cds com 1 faixa boa apenas que fez a música empobrecer tanto, em todos os estilos.


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  7. davi roque disse em 10/10/2007:

    Agora falando sério, teve isso mesmo MA… é na base do punição exemplo. Mentalidade da época em que se colocava a cabeça do punido em praça pública.
    Até onde eu sei artista não ganha muita coisa com venda de disco, esses de gravadoras grandes? Não… não… artistas e bandas gigantes tem seus contratos valendo milhões, mas de venda de disco mesmo, não sei não. A coisa em terra brasilis pelo menos, não envolve nem os milhões de contrato…. de onde vem a grana? Shows, apresentações, bigiganga de fã… os cds tem se bancado com margem de lucro de bala-de-goma no farol quase.

    tinha que dar de graça e vender o vinilzão bonito, um pacote de fã….

    gravadora? pfffffff…


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  9. Dudu P disse em 10/10/2007:

    davi roque disse:

    A coisa em terra brasilis pelo menos, não envolve nem os milhões de contrato…. de onde vem a grana? Shows, apresentações, bigiganga de fã… os cds tem se bancado com margem de lucro de bala-de-goma no farol quase.

    tinha que dar de graça e vender o vinilzão bonito, um pacote de fã….

    gravadora? pfffffff…

    Lá fora também não é diferente. Fazer disco virou, há muito tempo, apenas uma questão de expressão e divulgação de um trabalho. Não é à toa que vemos cada vez mais bandas e artistas consagrados aumentando cada vez mais o intervalo entre um álbum e outro. Do Michael Jackson ao Prodigy.

    O grande problema é que as majors deveriam funcionar como canal de relação entre os artistas, e não de distanciamento. Como diz o Penna (www.bullshitando.com), a gente compra 300 CDs de uma Universal e os caras não fazem a menor idéia de quem somos nós. Isso é uma tremenda de uma burrice.

    Os caras só se concentraram em serem meros prensadores de plástico e papel. Agora, em tempos cada vez mais “medialess”, onde fica o lugar deles na cadeia de valor?


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  11. Deeenis aka Iznup disse em 10/10/2007:

    Pensei pacas no que ia escrever mas… resumindo:

    É bom, fãs geralmente gostam de atenção. Relacionamento direto acho que seria ótimo, e o preço provavelmente não seria salgado. Será?

    Aqui, quando se compra CD internacional é quase 60 lascas, dependendo do artista. Comprando dele direto seria muuuuuuuuuuuuuuito mais barateenho, eu acho.


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  13. Cybass disse em 10/10/2007:

    Matéria na BBC Brasil sobre o album do Radiohead:

    http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/10/071010_radioheadcriticafn.shtml


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  15. Dudu P disse em 10/10/2007:

    Hahaha, não sabia que dava pra pagar zero. Vou lá só porque sou um “fanfarrão”!


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  17. Universal, EMI e Warner agora vão vender música em pen drives. Ah, majors! @ Submusica disse em 19/10/2007:

    [...] como a bitolação e o apego ao material não páram de me surpreender. Em meio a uma saraivada de acontecimentos que estão deixando as majors, as grandes gravadoras, em um beco sem saída, elas me soltam a [...]


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  19. Música de graça também dá dinheiro @ Submusica disse em 13/03/2008:

    [...] se libertar dos grilhões de sua gravadora, Trent Reznor (cuja opiniões sobre a indústria fonográfica já foram debatidas [...]


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