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Um dos produtores mais originais e inovadores da cena de Drum and Bass põe fim a um hiato de anos e volta com seu novo trabalho após um silêncio ensurdecedor que vinha causando inquietude nos junglists. Responsável por tunes inesquecíveis como “Phantom Force”, “Deadline” e a não menos conhecida tune seminal oldschool “Spacefunk”, Digital lança nesse mês de setembro, ao lado de seu parceiro de estúdio, o francês Lutin, o álbum “Phoenix Rising”.

Steve Carr é o cara por trás do intrépido produtor Digital, DJ e também dono da Functions Records junto com Jeremy Winter, dono da Timeless. Habilidoso no trato com os “old skool beatz? e “dubby basslines? da vida, Digital construiu sua sonoridade bebendo do velho e misturando com o novo, solidificando uma personalidade única que alguns chamam de futurística. Tendo como base sólida os clássicos do Dub/Reggae, nenhum outro artista da cena Drum and Bass conseguiu explorar tão bem e incorporar no Drum and Bass a cultura musical jamaicana como Digital.

Não é segredo para nenhum Junglist de carteirinha que a cena jamaicana do final dos anos 60 e início dos 70 foi a que mais influenciou o que viria a ser tornar o Jungle e o Drum and Bass, nos anos 90. No início dos anos 70, um estilo musical jamaicano, dissipado primeiramente pelo estúdio Waterhouse de propriedade do engenheiro de som King Tubby, chamado Dub, começou a se ficar muito conhecido em Kingston, capital da Jamaica. Originalmente, o Dub nada mais era que uma versão “extent” e instrumental de uma música cujo vocais eram retirados para que os deejays pudessem deixar o “Toaster” rimar sobre a música.

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Capa do LP Phoenix Rising que sairá pela Functions Records

Essas versões instrumentais não eram tão longas até que as novas versões começaram a se tornar popular mais que as músicas originais de modo que as técnicas e os efeitos empregados nessas versões sem vocal começaram a caracterizar em um novo subgênero que ficou conhecido como Dub. Utilizando numerosos efeitos eletrônicos, as novas versões, obitdas através das versões instrumentais, tornaram-se misteriosas, surreais e viajadonas. Tubby havia se tornado mestre na utilização desses instrumentos que lhe permitia acrescentar Reverb, Eco e adicionar inúmeros outros efeitos sonoros como sirenes e tiros.

“Eu vi esses tipos de experimentos durante toda a minha vida?, confessa Digital. “Meu pai tocou Reggae e Dub por quase 40 anos e meu irmão era um iniciante no Hip-Hop. Então, eu sempre fui cercado por Reggae, Dub e Hip-Hop desde que eu nasci e esses foram os meu primeiros sons, saca? É por isso que eu sou tão ligado a essas influências. Aos cincos anos eu já mexia no Sound-System do meu pai e a partir daí eu já sabia o que queria fazer da vida. Quando eu já estava mais velho, comecei a trabalhar numa construção como peão, mas machuquei meu dedo e então fui afastado. Aí, em casa, eu comecei a mexer com alto-falantes e amplificadores para melhorar o Sound-System dele.?

Por volta de 1991, quando toda a cena Rave havia impestiado todas as redondezas de Ipswich (distrito de Suffok, Inglaterra e onde ele cresceu), Digital começou a trabalhar com vários promoters da cena Rave da região por causa do seu Sound-System. “Esse fato foi quando eu realmente fui exposto à cena e à música eletrônica. Me lembro quando ouvi pela primeira vez aqueles basslines de Reggae e samples de Hip-Hop no surgimento do Breakbeat Hardcore, eu me disse: cara que foda isso, eu quero fazer uma parada igual. Pensei então que poderia começar a produzir dentro de três ou quatro anos, partido do nada. Pensei que poderia dar meus primeiros passos como produtor visitando estúdios de gravação, não importava o estilo de música, eu simplesmente queria aprender o quanto eu pudesse simplesmente observando os processos de gravação?.

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Spirit, amigo de longa data de Digital. Juntos fundaram o selo Phantom Audio e produziram usando o mesmo nome.

Em 1994, Digital formaria uma parceria com Danny C com o pseudônimo de “Authorize Riddim” e lançou, pela Certificate 18, “Split Personality”, uma espécie de “Techy Amen”. Não demorou muito para que a sorte proporcionasse a Steve conhecer ninguém menos que Photek, também morador de Ipswich, e que o ajudou nos intricados processos de gravação em seu próprio estúdio. O resultado foi “Touche Me”, lançada em 1995, e depois a “Spacefunk”, lançada logo em seguida pela Timeless.

“Eu estava tomando gosto pela produção. O primeiro tune que eu e o Danny C fizemos estava sendo tocado pelo LTJ Bukem e o Fabio. Pensei comigo mesmo: Putz, é ela, a minha música, isso está realmente acontecendo. Depois disso, coisas como “Touch Me” e “Spacefunk” tornaram realmente legais para mim e então eu estava me dando conta de como aquilo se parecia com um jogo de azar. Eu estava um pouco impressionado como tudo aquilo aconteceu e é maravilhoso olhar para trás e ver com tudo rolou?.

Selos como Metalheadz, Moving Shadow, Creative Source e Photek Productions clamavam pelas produções de Digital até o Techstep começar a dominar a cena em 1998. Embora Digital parecesse um tanto passivo e refém diante da cena, seu amigo de longa data, Duncan Busto aka Spirit, estava planejando montar com ele um “modelo de negócios” que poderia resultar em um selo na linha e gênero que faziam.

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Digital é capa da Knowledge Magazine desse mês - Uma da melhores revistas de Drum and Bass inglesa

“Aquilo realmente se tornaria um ponto essencial para mim. A música não era tão mais do que nossa ligação no tempo e eu e o Spirit realmente não sabíamos o que fazer com o nosso. Estávamos sentado e esperando o que iria acontecer e foi finalmente quando pensamos: foda-se, vamos montar um selo, porra!?. Assim nasceu o selo e o duo Phantom Audio com a tune carro-chefe “Phantom Force”, uma pedrada na cabeça.

O novo álbum, “Phoenix Raising”, sairá pelo o Function Records e contará com remixes de Rufige Kru para “Spacefunk”, os “minimalistas” Simon Bassline Smith and Drumsound encararam “Deadline” e “Remote Control” fica a cargo do major da Commercial Suicide, Klute. As novas tunes como “Cool & Deadly” e “Gold Amen” também receberam suporte à altura nas mãos de nomes como Friction, Bailey, Storm, Hype, Fabio e outros.

O lançamento oficial será dia 24, em plena segunda-feira, na The Monday Club com line-ups de Shy FX, Fabio, Marc Mac 4Hero, DJ Storm & DJ Probe e do próprio Digital que também contará com MC’s GQ, Moose, Rage e 2Shy. Após o lançamento, Digital se manda pelo mundo em turnê pela Europa, EUA, Austrália e Nova Zelândia até fevereiro de 2008. Bem que ele poderia passar aqui novamente.

As tunes “Deadline remix”, “Cool & Deadly” e “Nice Times” podem ser ouvidas no MySpace da Function Records.

MySpace do Digital
Function Records

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Deixe seu comentário! (3) Permalink de "Phoenix Rising, o novo álbum do mago do “Drum and Bass Dub”: Digital"

3 comentários para "Phoenix Rising, o novo álbum do mago do “Drum and Bass Dub”: Digital"


  1. MovemenT disse em 22/09/2007:

    Ótima matéria. Repleta de novas informações. =)

    Fiquei muito curioso. As produções do digital são bem particulares no sentido de que logo na primeira audição vc já saca que provavelmente é criação dele.

    E essa flertada - marca registrada dele - com o DUB é sensancional. É o produtor que sabe melhor utilizar essa influência jamaicana nas suas músicas IMO.

    Vale uma ressalva também para ‘Get Loose’ e as mais recentes ‘48X’ e ‘Termite’.

    Ah, Simon Bassline Smith and Drumsound não estão muito mais para maximalistas?


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  3. Cidão disse em 23/09/2007:

    MovemenT disse:

    Ah, Simon Bassline Smith and Drumsound não estão muito mais para maximalistas?

    É verdade cara… na verdade eu esqueci de colocar as aspas, já que o remix feito por eles ficou bem “dancefloor”.

    Valeu a deixa =]


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  5. cidão disse em 27/09/2007:

    Vocês podem ouvir as faixas do LP no seguinte endereço: http://www.chemical-records.co.uk/sc/servlet/Info?Track=CHANEL9603LP


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