
E o Submusica tem a honra de trazer um convidado mais que especial para uma entrevista exclusiva: Marcelo Mansur, o DJ Memê. Recém-chegado de uma turnê pela Europa, o pioneiro da produção da house music nacional conversa sobre a viagem, suas produções, o impacto das novas tecnologias disponíveis para DJs, as diferenças ao desempenhar a profissão no Brasil e no exterior, e muito mais.
Marcelo Mansur é uma unanimidade na house music brasileira. Admirado por grandes nomes da cena mundial, Memê coleciona grandes conquistas ao longo de sua carreira. Além de um excelente DJ que trouxe uma enorme contribuição musical, desde o começo de sua carreira como DJ, na cena underground, Memê é também um produtor que emplacou grandes sucessos ao trazer consigo grande parte dessa mesma cena undeground para a cena pop, ao realizar parcerias com artistas dos mais variados segmentos.
Seus diversos hits nos charts brasileiros eram só o começo. Em 1996, com seu remix para a música “Estoy Aqui” — da então novata Shakira, o produtor despertou a curiosidade da cena mundial ao emplacar um hit que chegou a se tornar o carro-chefe da cantora nas pistas de dança. Dali pra frente, foram vários trabalhos com nomes grandes da música mundial, como Mariah Carey, Toni Braxton, Dido, Ricky Martin e Des’ree.

A talentosa cantora Dido foi uma dos grandes artistas remixados por Memê
Porém, diferente do que acontece com vários artistas que alcançam o estrelato, Memê continuou fiel às suas origens e manteve-se engajado na produção voltada para a cena clubber, chegando a alcançar um belo número 2 na maioria esmagadora dos charts com a música “Viva”, que produziu sob o codinome Mandala, pelo selo Knee Deep. E de lá pra cá, não parou mais. Seus útimos trabalhos podem ser escutados frequentemente mundo afora, como na coletânea Hed Kandi.
Recentemente, o DJ excursionou pela Europa, e está envolvido em diversos projetos pelos selos Defected e Fluential Records, e com remixes encomendados para medalhões como Deepswing, Jamie Lewis, Michael Watford, Audiowhores, Redsoul, Kenny Bobien, e muito mais.
E nessa correria toda, Memê ainda encontrou tempo para conversar comigo e contar as novidades, que você confere agora:

O encontro dos xarás: Marcelo Lima e Marcelo Mansur, o DJ Memê
Salve, Memê, como vai, tudo bem? E a turnê pela Europa, como foi?
Memê: Excelente! Não poderia estar melhor! A tour foi uma maravilha. Foi melhor do que eu esperava, pois o saldo tambem foi positivo junto à minha nova empresária na Inglaterra, que esteve presente nas festas e, alem do quê, já conhecia do meu trabalho na música, e pôde conferir o mais importante: a minha pista. Por conta disso, outros trabalhos estao sendo marcados.
E como pintou essa tour?
Memê: Tudo começou em 2005, quando lancei pelo selo alemão Knee Deep minha musica “Viva”. Esta chegou ao segundo lugar na parada Hype Charts da revista inglesa DJ Mag, a biblia dos DJs. A partir dali e da boa divulgação que foi feita, fui procurado por alguns selos e diversos artistas para experimentar remixes para suas faixas, e como minha experiencia é enorme nessa area, mostrei a eles algo superior ao que eles esperavam. Isso obviamente causou um espanto, pois na cabeça deles, sou um novato. — e eu deixo eles pensarem assim… (risos).
Por conta disso, fui remixando e produzindo faixas para artistas e DJs dos mais diversos tamanhos, até que meu nome foi parar no escritório da maior gravadora de house do mundo, a inglesa Defected. Houve um interesse por parte deles, e o selo comprou uma de minhas músicas. A partir dali, todos dentro do cenário do house ficaram sabendo quem eu era. Como os trabalhos continuavam a chamar atenção, fui crescendo na cena, pois o nome de um DJ vai junto com as musicas que ele produz, e um belo dia… a cantora de House Terra Deva veio ao Brasil para uma apresentação na festa de fim de ano da Cool Magazine. Junto com ela veio a sua empresária, Preeti Mistry.
Eu fui convidado à festa, e lá conheci as duas. Nesse momento, a Preeti virou pra mim e disse: “Você é o DJ Memê? Rapaz, você esta sendo solicitadíssimo por vários clubs na Europa. Eu mesma já fui contatada por gente querendo você, e não sabíamos quem cuidava da sua agenda no exterior. Se você me permite, eu organizo uma tour para você em 3 meses”.
E ela o fez. Fomos nos falando, e ela organizando tudo. Em março, ela me passou a agenda de 1 mês seguido. Não fiquei mais do que isso, pois já tinha compromissos inadiáveis aqui no Brasil a partir do dia 28 de maio.
Por quantos lugares você passou nessa tour e o que você encontrou de interessante nos lugares por onde tocou?
Memê: Foram 8 gigs, 2 a cada semana. Fui à Vienna, Budapeste, Paris, Leeds e Southport. na Inglaterra. Kiev, na Ucrânia, Biel, na Suíça, e Belfast, na Irlanda do Norte. O interessante é a diversidade cultural, isso me fascina.

E qual delas foi a melhor gig da tour?
Memê: Acho que foram as da Suíça e a última, na Irlanda. Muita festa, e muitos amigos presentes.
Com sua experiência no exterior, qual a principal diferença entre tocar aqui no Brasil e tocar na Europa - sem ser o cachê (risos)! O público vibra mais com os sets? Como é o comportamento da pista gringa?
Memê: Já está óbvio que o cachê é sempre maior. Até porquê minha empresária é inglesa, e só recebe em libras. Mas a grande diferença é a seguinte: fora do Brasil, as pessoas vão aos clubs para dançar, além de beber e azarar. Aqui, a parcela de gente que sai pela música em si é muito pequena. Isso por si só já faz uma diferença na pista e no seu set. Lá, a alegria é maior!
Agora mudando de assunto: no passado (aqui no Brasil) havia uma identificação maior do público com a house music. Você ia nos lugares e escutava “Finally”, da Cece Peniston, “Gipsy Woman” da Crystal Waters, e tantas outras que ficaram marcadas, com uma certa facilidade. Hoje dificilmente vemos um hit marcar tanto. Como você vê a evolução do house e por quê ele ainda não estourou de vez aqui no Brasil, como acontece com o trance ou o hip-hop? O house, na sua opinião, é um estilo elitizado? Ou simplesmente house não é o estilo “da moda”?
Memê: O house estourou sim, mas é algo sazonal, vem e vai. Depende justamente de hits para existir. Já tivemos a moda house, drum & bass, trance, hip-hop — aqui no Brasil, vive-se de moda. Por outro lado, discordo da “teoria anos 90″. Houve músicas fortes e marcantes também nesta década: “Finally”, do Kings Of Tomorrow, “Love Story”, do Layo & Bushwacka, “World Hold On”, e por aí vai. Ainda há hits no house, o fato é que tudo é efêmero hoje.. Veja só o celular. Hoje em dia todo mundo quer trocar de celular toda hora. Nada dura muito, nada.
Estamos passando por uma fase de transição nos equipamentos para DJs. Eu sou um fã dos discos de vinil, mas tive que me render ao CD pela facilidade de material e a velocidade em atualizar repertório. Hoje os CDJs estão começando a dar lugar aos controladores midi como BCD2000 da Behringer e tantos outros. Muitos já estão falando que o CD está morrendo! Você concorda com isso? Você já usa controladores ou está se preparando para usar em suas apresentações, ou ainda é muito cedo para falar sobre isso?
Memê: (risos) Acho que tudo isso é um rito de passagem. São experiências feitas para chegar a algo menos complicado. O futuro está mais próximo dos controladores, sim, mas não apenas isso: uma caixa, do tamanho de um mixer, que contenha um HD dentro com a parte externa parecida com os controladores — nada de computador em cima da mesa! Tudo ali, na caixinha. Aí sim eu vou começar a achar que estamos chegando a algum lugar — até a proxima novidade, claro.

Você foi o responsável por colocar muita gente boa no mercado, como a DJ Ana Paula, na época do programa de rádio “Dance Masters” (uma das minhas preferidas), e o Denny Dee, mais recentemente, durante algumas edições do “Open House”. Existem outros nomes que ainda não conhecemos e que você aposta? Quem?
Memê: Sempre há gente de talento. Na produção musical, há o Rafael Yapudjian, de São Paulo. Eu aposto nele. Mostrei uma música dele para os Stereo Mutants, em Londres, e eles ja fecharam contrato com o Rafael naquela música para lancá-la pelo selo deles.
E as produções? Suas novas faixas? Como está sendo a aceitação do público lá fora e aqui?
Memê: Como falei, por causa da boa aceitação do publico e dos DJs lá de fora, minha carreira está crescendo no exterior. Quanto ao Brasil, algumas coisas que faço para fora até funcionam aqui, mas em pistas muito especificas. Aqui, o que dá certo são musicas minhas como “Chanson Du Soleil”, que foi um hit nacional e ainda toca até hoje, mesmo depois de 2 anos de sua criação.
Você pretende lançar alguma coletânea aqui no Brasil com essas faixas?
Memê: Não, não… não tenho Brasil em mente. As coisas são muito difíceis e complicadas aqui. É preciso abrir muitas concessões, e eu não estou mais tão disposto assim, pois nem dinheiro há mais no meio musical nacional — e também, chega de fazer música pensando se a rádio vai tocar. “Da pista viemos, à pista retornaremos”.
Memê. valeu! Foi um prazer enorme conversar com você, e muito obrigado pela entrevista! Saúde, muito sucesso e que venha muito mais música e tournês por aí! House music all night long, house music all day long. Um abraço do pessoal do Submusica, e até a próxima!
Memê: Boaaaa…tamos ai, e até a próxima!
E é isso. Esta semana ainda, tem a edição do podcast Da House, comigo, Marcelo Lima, onde vamos ter algumas das faixa do DJ Memê pra você conferir. Fique ligado e assine o RSS do Submusica para ficar por dentro das novidades do Submusica tão logo elas aconteçam!
Para saber mais:
DJ Memê - Site Oficial
DJ Memê @ MySpace
Tags: dj, entrevista, fotos, House, marcelo lima, marcelo mansur, memê, perfil, produção, produtor, Remix
Artigos relacionados:
14 comentários para "Marcelo Mansur, o DJ Memê, em entrevista exclusiva"
-
Dudu P disse em 12/07/2007:
O Memê é um cara que estará eternamente na minha rezpect list. Desde garoto acompanho o trabalho dele, e fico muito feliz com essa volta às raízes que ele vem promovendo na sua carreira.
Esse é um exemplo de um cara que lutou muito, foi até o mainstream, explodiu com um sucesso tremendo e mostrou que por melhor que você faça o seu trabalho, “o pop não poupa ninguém” — mesmo tendo encabeçado vários discos lendários da música brasileira nos anos 90, quem continua valorizando o seu talento é a velha e boa house music autêntica, a que não lota mais os clubs daqui.
Mas é isso, cabeça apontada em direção à quem realmente curte o teu som, lugar ao sol todos temos, e o dele é enorme.
Parabéns, Limão, belíssima entrevista!
-
avontz disse em 12/07/2007:
cara.. sensacional.. =)
muito boa entrevista. Você se sente feliz de uma pessoa dar tão certo =)
respect dude!! -
MA disse em 12/07/2007:
Falar do Memê pra mim é fácil. Se hj sou DJ, sem dúvida foi inspirado pelo seu trabalho competente, desde os primórdios dos anos 90. Além disso, tive oportunidade de conhecê-lo pessoalmente por ser primo de um amigo meu de infância. Desde a Festa da Cidade (Rádio Cidade FM, Rio de Janeiro), passando pelos programas Dance Masters e RPC Megamix (ambos na saudosa RPC FM), tenho no seu trabalho o meu refencial dentro da House Music, tão bem divulgada por ele.
Não somente como DJ (tecnicamente falando), mas principalmente como mentalidade, sempre em busca de qualidade musical, sons bonitos, bem produzidos e feitos, é que digo sem medo de errar que, pra mim, o Memê é o melhor DJ brasileiro, um cara que sempre esteve a frente de seu tempo.
Tenho orgulho de fazer aqui no Submusica o podcast Dance!, sem dúvida MUITO inspirado em seu trabalho nos anos 90, que passou por lançamentos que marcaram a música das pistas na época e hoje em dia.
E, para a alegria de todos, ele não parou no tempo e continua presenteando nossos ouvidos com som de primeira, como na festa em que tocou no 00 ano passado, um tributo à nossa house music!
Parabéns Mr. Lima pela entrevista. É uma honra ver que o Submusica abre seu espaço para DJs e foca cada vez mais na qualidade de seu conteúdo!
“não toque no seu rádio, vc está ouvindo a festa da cidade” :))
-
Vinagre disse em 12/07/2007:
Muito bom, saber que o cara tá com a carreira decolando ainda mais nesta altura do campeonato. Serve de exemplo para todos verem que não existem limites. Nunca ouvi falar de um DJ que tenha ficado tanto tempo em evidência com tanto sucesso atuando em diversos setores com a música.
Peço um set list com suas novidades, como por exemplo esta musica “Viva” que não conhecia.. é fabulosa… -
michel souza disse em 15/07/2007:
é, sempre há espaço e não importa a idade
um dia todos que sonham chegam lá
é só se dedicar -
anderson disse em 16/07/2007:
dj meme e simplesmente o cara!
belissima entrevista,pequena mais bem especifica,ainda mais com o esclarecimento sobre a pista de danca aqui no brasil e no exterior…
abs mestre sucesso & forca sempre! -
DanceMania disse em 18/07/2007:
É sempre emocionante saber que existe produção de house music [englobando aí as variantes mais comerciais, como o beach house do Memê e os 'drag hits' de Fruity Loops] no Brasil. Mas ele é apenas a ponta do iceberg, com muitas pessoas boas no meio que deixam de ser reconhecidas [tal como o carioca Igor Zanonn]. É ótimo saber que o Brasil faz parte do mainstream e daqui saem muitas música boas para todos os lados, mesmo que a tradição da memória coletiva brasileira funcione somente funcione para colocação e carão, sendo a grande maioria vai a uma buat para caçar e pelo menos 95% não sabe diferenciar um Ferry Corsten de um Dirty South. Memê, bjo e me liga.
-
MarcioMix disse em 19/07/2007:
Bom, é aquilo o Deus da música eletrônica ajuda qem merece…
Memê é batalhador incansável, baita produtor e acima de tudo um cara simples, muito humilde…tudo isso faz com q uma hora o reconhecimento venha, infelizmente, não temos muito isso aqui no Brasil, como ele mesmo falou com muita propriedade, pra acontecer aqui no Brasil, tem q fazer muitas concessões…às favas com esses sangue sugas…
Sempre tem um jeito de passar essas barreiras, Memê no momento tá sendo a prova disso
parabéns ao Memê e à Submusica, esse site q tem me dado muitas informações… -
Fish go deep, Dj Memê e muito mais no Podcast Da House de Julho | Submusica 2.0 (beta) disse em 21/07/2007:
[...] festa. Tivemos a ilustre visita da referência na House Music brasileira, o Dj Memê, que concedeu uma entrevista exclusiva aqui no Submusica.. Agora, é a hora de conferirmos o som de uma das suas produções nesta edição de [...]
-
OJunior disse em 27/07/2007:
Falae Marcelo! Pô, Memê é o cara! O gosto das suas produções é excelente! Viva a House Music!
Abração
OJunior UC
-
Nova festa de house music na Nuth Lounge com o DJ Marcelo Mansur, o Memê @ Submusica disse em 16/10/2007:
[...] por falar no DJ, que já concedeu uma entrevista exclusiva aqui no Submusica, ele irá se apresentar no programa Nº1 de House Music, o Traxsource - The Future of House Radio [...]
-
Hector9 disse em 31/12/2007:
Como vivo em Salvador, não tive a felicidade de acompanhar os programas e eventos do DJ Memê…mas as produções gravadas…ehehehe!! Show!
Existe muita gente boa no Brasil e o Memê sempre esteve, está e estará
entre os melhores.
O cara merece estar no topo…Muito trabalho, talento e qualidade.
Grande referência!!!Parabéns à equipe do SUBMUSICA…FANTASTIC!!
FELIZ 2008!
-
Carlos disse em 21/01/2008:
Não dêem ouvidos ao que o Meme fala, ele não tem nenhum histórico como DJ, tirando a boate Privilege de Buzios que ele tocou no verão retrasado e em alguns pequenos sets de, no máximo, 01 hora de duração, o último lugar que ele tocou foi no baile do América, há uns 20 anos atras, quando ele ainda se chamava Marcelo Mansur.
O Meme, como produtor musical, tem um histórico irretocável e brilhante e ponto. Até pouco tempo atras ele era defensor do uso exclusivo de vinil e abominava o uso de cds, agora exige cdj-1000 pra tocar.
O DJ que toca antes dele sofre: ele não deixa o cara tocar nada e interfere no trabalho do coitado. “Feeling” da pista ele até tem, mas lhe falta repertório e aquela bagagem que só os DJs que tocam ou tocaram por 5, 6, 7 ou até mesmo 8 horas seguidas (com pista cheia) sabem do que eu tô falando.
Pra resumir, é óbvio que o futuro da profissão de DJ está na tela de um computador e de uma forma de controlá-lo (surface ou como queiram chamar) que esta última sim, ainda não sabemos onde vai chegar, ficando mais ao agrado, gosto e opção de cada um, quer seja players com timecode, simuladores de vinil/scratch ou controladoras que ocupem pouco espaço e peso, nada de “caixas” que fazem tudo. Como usuário de final scratch há 03 anos, posso afirmar que estou cada vez mais dependente de uma tela de monitor na minha frente e de um poderoso sistema operacional.
Se eu fosse profetizar, diria que, além do que falei anteriormente, outro detalhe é a interatividade do DJ com a internet: transmissão simultânea, baixar arquivos,…
Desculpas à todos pelo texto longo e chato e ao Meme pela sinceridade, mas volta a produzir músicas, que é o que vc sabe fazer, ok! -
jessyca disse em 22/07/2008:
Carlos disse:
Não dêem ouvidos ao que o Meme fala, ele não tem nenhum histórico como DJ, tirando a boate Privilege de Buzios que ele tocou no verão retrasado e em alguns pequenos sets de, no máximo, 01 hora de duração, o último lugar que ele tocou foi no baile do América, há uns 20 anos atras, quando ele ainda se chamava Marcelo Mansur.
O Meme, como produtor musical, tem um histórico irretocável e brilhante e ponto. Até pouco tempo atras ele era defensor do uso exclusivo de vinil e abominava o uso de cds, agora exige cdj-1000 pra tocar.
O DJ que toca antes dele sofre: ele não deixa o cara tocar nada e interfere no trabalho do coitado. “Feeling” da pista ele até tem, mas lhe falta repertório e aquela bagagem que só os DJs que tocam ou tocaram por 5, 6, 7 ou até mesmo 8 horas seguidas (com pista cheia) sabem do que eu tô falando.
Pra resumir, é óbvio que o futuro da profissão de DJ está na tela de um computador e de uma forma de controlá-lo (surface ou como queiram chamar) que esta última sim, ainda não sabemos onde vai chegar, ficando mais ao agrado, gosto e opção de cada um, quer seja players com timecode, simuladores de vinil/scratch ou controladoras que ocupem pouco espaço e peso, nada de “caixas” que fazem tudo. Como usuário de final scratch há 03 anos, posso afirmar que estou cada vez mais dependente de uma tela de monitor na minha frente e de um poderoso sistema operacional.
Se eu fosse profetizar, diria que, além do que falei anteriormente, outro detalhe é a interatividade do DJ com a internet: transmissão simultânea, baixar arquivos,…
Desculpas à todos pelo texto longo e chato e ao Meme pela sinceridade, mas volta a produzir músicas, que é o que vc sabe fazer, ok!anderson disse:
dj meme e simplesmente o cara!
belissima entrevista,pequena mais bem especifica,ainda mais com o esclarecimento sobre a pista de danca aqui no brasil e no exterior…
abs mestre sucesso & forca sempre!ele erealmente bom
+0
+0
+0
+0
+0
+0
+0
+0
+0
+0
+0
(subscribed to comments)
+0
+0
(subscribed to comments)
+0




(16 votos)